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Moradora grava vídeo e mostra entulho às margens de igarapé no AC: 'virou um esgoto a céu aberto'

06 Agosto 2019

Secretário da Semeia diz que diz que um relatório de diagnóstico da microbacia do Igarapé está em fase de conclusão para montar um plano de mitigação. Lixo e esgoto
são lançados diretamente no Igarapé São Francisco Lucivânia Brasil/Aquivo pessoal Garrafas pet, portas de geladeiras, sacolas, fogões, animais mortos, entre outros. Este é o cenário do igarapé São Francisco em várias partes ao longo de seus 20km de extensão em Rio Branco. Um vídeo, gravado pela moradora Lucivânia Brasil, mostra de perto essa situação. A moradora, que cresceu tomando banho no igarapé, diz que é lamentável ver a situação do São Francisco nos dias de hoje. "É difícil a gente vê o meio ambiente, o igarapé se acabar desse jeito. Fiquei muito comovida porque ali tinha animais, jacarés, capivaras e a gente não está quase vendo mais, porque tá uma poluição só, está tudo se acabando", lamenta. Moradora lamenta estado de poluição do Igarapé São Francisco em Rio Branco O secretário municipal de meio ambiente, Aberson Carvalho, disse que um relatório de diagnóstico da microbacia do Igarapé está em fase de conclusão para montar um plano de mitigação, ou seja, uma tentativa de amenizar os impactos ambientais. O igarapé abrange pelo menos 17 bairros da capital e o esgoto proveniente de muitos deles também são despejados no igarapé, o que prejudica a fauna que depende da água do São Francisco. Não é de hoje que os moradores lamentam a situação. Há seis anos, outras pessoas reclamavam do aumento de assoreamento, diminuição da calha fluvial e a retenção de entulhos. "É muito lixo. Esgoto também. Fico sensibilizada porque a gente que foi criada aqui viu esse igarapé, tomava banho, pescava. De onde muita gente tirava o sustento da família dali. Hoje em dia não tem mais nada. Virou um esgoto a céu aberto", diz. Plano de redução dos impactos Moradora diz que é lamentável ver a situação de igapé Lucivânia Brasil/Aquivo pessoal O secretário Aberson Carvalho diz que com a conclusão do relatório, deve ser incluído no plano de redução dos impactos ações de orientação e educação ambiental em parceria com a comunidade e incluir também a Secretaria Municipal de Zeladoria da Cidade com a retirada de entulhos. Além disso, Carvalho informou que existe uma Área de Proteção Ambiental (APA) que é de responsabilidade do estado e que a tratativa de esgotos é de responsabilidade do Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento do Acre (Depasa). O G1 entrou em contato com o órgão para saber se existe algum plano de ação que intervenha no despejo de esgoto no local, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. "Esse plano é justamente com ações que vão tentar reduzir esses impactos. O São Francisco é um igarapé que durante muito tempo vem tendo intervenções diretas nele, no objetivo de mantê-lo, pelo menos, não tão poluído", disse Carvalho. O secretário afirma ainda que esse projeto de orientação depende da população como parceira para evitar o descarte de lixo às margens do igarapé e, na parte de limpeza, a Zeladoria do município seria responsável pela remoção dos entulhos e também da parceria do estado. "[O São Francisco] é um igarapé que sofre há muitos anos, principalmente, pelo fato de a cidade ter sido levantada em volta dele", diz. Para Lucivânia, a parceria também é um ponto forte que pode amenizar esses impactos ambientais. "Meus tios moravam próximo e vínhamos para cá, tomávamos banho. A mudança no cenário é um alerta para as pessoas, a comunidade em geral fazer uma limpeza porque tenho certeza que todo mundo fazendo sua parte talvez ele possa se restituir", sugere.
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