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Estudo aponta que Rio Branco está entre as 20 cidades mais violentas do país

06 Agosto 2019

Dados do estudo são referentes ao ano de 2017, quando foram registradas uma média de 85,3 mortes a por cada 100 mil habitantes na capital acreana. Rio Branco é
19ª cidade mais violenta em 2017 Arquivo pessoal Rio Branco aparece como o 19º município mais violento do país, entre aqueles com mais de 100 mil habitantes. É o que aponta o Atlas da Violência, feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e publicado nesta segunda-feira (5). Guerra de facções fez Acre criar delegacia especializada e implantar RDD em presídio Os dados do estudo são referentes ao ano de 2017, quando foi registrada uma média de 85,3 mortes a por cada 100 mil habitantes na capital acreana. Além disso, Rio Branco também foi considerada a mais violenta do estado com as maiores taxas de mortes violentas. Em seguida estão os municípios de Porto Acre, com 80,2 homicídios; Cruzeiro do Sul, com 64,1; Assis Brasil com 57,3; Feijó com 54,9 e Senador Guiomard com 51. O secretário de segurança pública do Acre, Paulo César Santos, disse que, comparando o estudo com os dados deste ano, houve uma redução significativa. E ressalta que ainda não é o ideal, mas um avanço. "Os dados ali publicados se referem a 2017 e, atualmente, se comparado aquele período, nós temos uma redução que já se aproxima de 50%. Para se ter uma ideia, Rio Branco apresentava na oportunidade registro de 85,3 a cada 100 mil habitantes e, hoje, nós temos uma média de 43", disse o secretário. Ainda de acordo com o Ipea, é possível observar que quase todo o estado apresentava taxa estimada de homicídios acima de 20 com exceção do município de Marechal Thaumaturgo, que fica mais a nordeste do estado, com zero mortes violentas. Além disso, o secretário ressalta uma série de ações que são realizadas no combate à criminalidade, como Operação Saturação, ação das policias em locais com maior incidência destes crimes, e atuação da Delegacia de Homicídio e proteção à Pessoa (DHPP). "Inicia pelo presídio, com a retomada da ordem e da disciplina, que é pontual para essa redução. Não é uma característica só local, a maioria dos estados que estão alcançando redução iniciaram o processo de retomada da ordem e disciplina no interior dos presídios. A atuação da DHPP na elucidação de uma série de delitos", pontua. Durante o estudo foram analisados 310 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes em 2017 e apontou que houve um crescimento das mortes nas regiões Norte e Nordeste influenciado, principalmente, pela guerra do narcotráfico, a rota do fluxo das drogas. Ou seja, entre os 20 mais violentos, 18 estão na região Norte de Nordeste. Dados nacionais O município mais violento do Brasil é Maracanaú, no Ceará, com 145,7. Em segundo lugar está Altamira, no Pará, com 133,7 mortes seguida de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, com 131,2 mortes. Segundo o estudo, os municípios mais violentos têm 15 vezes mais homicídios relativamente que os menos violentos. Nos municípios mais violentos, as pessoas, em geral, não têm acesso à educação, desenvolvimento infantil e mercado de trabalho. Dentro do grupo dos 20 municípios com menores taxas estimadas de homicídio por 100 mil habitantes no Brasil, 14 situavam-se no estado de São Paulo, três em Santa Catarina e outros três em Minas Gerais. A lista é encabeçada por Jaú, Indaiatuba, Valinhos, Jaraguá do Sul e Brusque, onde as taxas de homicídio variaram entre 2,7 e 5,8. Mortes no estado Ainda de acordo com o IPEA, em estudo divulgado em junho deste ano, o estado do Acre teve 516 pessoas assassinadas em 2017. O número indica o registro de 14 mortes a menos que o divulgado pela Segurança para o Monitor da Violência, que é o índice nacional de homicídios criado pelo G1, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal.
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