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Polícia pede prorrogação de inquérito que investiga explosão de barco no AC que matou 6

06 Agosto 2019

Mais de 30 pessoas já foram ouvidas, mas alguns sobreviventes que ainda fazem tratamento não foram ouvidos. Embarcação explode no Acre faz 18 vítimas, entres elas seis óbitos Gledisson
Albano/Rede Amazônica Acre A Polícia Civil pediu prorrogação no prazo do inquérito que investiga a explosão de uma embarcação que vitimou 18 pessoas. O acidente ocorreu no Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, no dia 7 de junho e seis pessoas morreram. O delegado Lindomar Ventura, que comanda as investigações, disse que mais de 30 pessoas já foram ouvidas, mas alguns sobreviventes que ainda fazem tratamento ainda não foram ouvidos. "É um caso complexo e a gente tem que ouvir todo mundo. Ainda tem sobrevivente que a gente não conseguiu ouvir. Tem documentos ainda a serem juntados ao inquérito de empresas sobre compra e venda de produtos, além do relatório que deve ser concluído atribuindo as responsabilidades", disse o delegado. O delegado informou ainda que o trabalho é para que os resultados não sejam apenas criminais, mas também na responsabilidade de como dar sequência a esses serviços de distribuição de combustível de uma forma mais segura e evitar novas ocorrências. "Já houve uma melhora, porque o transporte ficou suspenso por alguns dias e esses municípios dependem de combustível, então tem que fazer da forma correta. A gente está tratando de seis mortes na explosão e há responsabilidades ali. A gente está tratando da modalidade culposa e há possibilidade de indiciamentos", informou. Ventura disse que ainda não sabe quantas pessoas podem ser indiciadas e deve fazer um estudo mais detalhado para chegar a essa conclusão. E informou que o inquérito é grande e o próximo passo é terminar algumas diligências que ainda considera importante. Três vítimas de explosão de barco no AC aguardam para retornar ao estado Divulgação/Secom Pacientes aguardam para voltar ao Acre A coordenadora da Central de Leitos e Cirurgias da Sesacre, Paula Faria, informou que a criança de quatro anos já recebeu alta e retornou ao estado. Os outros três pacientes adultos que estavam internados em Belo Horizonte também já receberam alta, nesta semana, mas, segundo informou Paula, ainda não há uma data prevista para o retorno. "Estou esperando o laudo geral deles para ver como vai ser, se vão vir por avião normal ou se vão ser trazidos do jeito que foram na aeronave da FAB. Eles estão bem melhores. Mas, para decidir a volta dependo desse relatório", disse. Inquérito Marinha Logo após o acidente, a Marinha do Brasil informou que assim que tomou conhecimento da explosão, iniciou também uma investigação e ainda não concluiu o inquérito. "O inquérito encontra-se em andamento e apurará as causas, circunstâncias e possíveis responsabilidades pelo acidente", informou. Vítimas fatais Seis pessoas não resistiram e morreram após o acidente. São elas: Jucicleide Ferreira da Silva, de 42 anos, morreu na manhã desta terça-feira (8) após ter morte encefálica decretada na última sexta-feira (5) Valdir Torquato da Silva, de 51 anos, morreu na madrugada do dia 27 de junho no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte (MG). Antônio José de Oliveira da Silva, de 33 anos, morreu no dia 15 de junho, no hospital João XXIII, em Belo Horizonte (MG). Antes dele, já tinha ido a óbito Simone Souza Rocha, de 24 anos, que morreu no dia 9 de junho, ainda em Cruzeiro do Sul. Marluce Silva dos Santos, 38 anos, também seria encaminhada para Minas Gerais, mas também não resistiu e morreu no dia 11 de junho, no Hospital do Juruá. Uma bebê que estava em tratamento em Rio Branco, filha de Marluce, também não resistiu e morreu no dia 15 de junho. Tragédia O acidente ocorreu no início da noite do dia 7 de junho. O barco explodiu quando era abastecido por um caminhão-pipa com 5 mil litros de gasolina que seriam levados em vasilhas para o município acreano de Marechal Thaumaturgo. Além do combustível, a embarcação também levaria os passageiros e outras cargas. A explosão resultou na morte de seis pessoas e deixou mais 12 feridos. A Marinha do Brasil e a Polícia Civil do Acre investigam as causas da explosão. Este foi o segundo acidente com embarcações que transportam combustíveis para cidades mais isoladas do Acre, no Vale do Juruá. Em setembro de 2016, uma balsa de pequeno porte também explodiu com 8 mil litros de combustível e 40 botijas de gás, no porto de Rodrigues Alves. A embarcação levaria o combustível para abastecer a cidade de Porto Walter. A embarcação também explodiu no momento em que era abastecida por um caminhão-pipa. A Marinha ainda não divulgou os resultados do processo de investigação que apura as causas e todas as circunstâncias do acidente.
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