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Comissão pede que governo decrete situação de alerta devido a queimadas no Acre

09 Agosto 2019

Em reunião, representantes expuseram análises e decidiram pelo decreto, que deve ser feito pelo governador Gladson Cameli. Apenas em nove dias de agosto, mais de 750 focos de
calor foram registrados no estadoDivulgação/Corpo de Bombeiros do Acre Com mais de mil focos de calor, representantes de órgãos de prevenção e controle ao desmatamento e queimadas solicitaram que o governo do Acre decrete situação de alerta no estado. A decisão foi tomada após uma reunião nesta sexta-feira (9). O encontro reuniu representantes de instituições federais, estaduais, municipais e ONGs, da Comissão Estadual de Gestão de Riscos Ambientais (CEGDRA) e do Comitê Gestor Institucional de Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas (PPCDQ). A diretora executiva da Secretaria de Meio Ambiente do Acre (Sema), Vera Reis, explicou que o governador Gladson Cameli deve assinar o decreto na próxima segunda-feira (12) e, logo depois, será publicado no Diário Oficial (DOE). “Realizamos o monitoramento das condições ambientais diuturnamente, porque temos o centro integrado. Em função do agravamento nesse mês de agosto, o secretário convocou uma reunião para analisar a necessidade de decretar ou não [estado de alerta] diante das análises que realizamos. Esse decreto vai ser feito pelo governador, mas foi uma reunião para discutir a possibilidade”, complementou. Dados Ainda segundo a diretora, entre 1º de janeiro até esta sexta-feira, foram registrados no estado cerca de 1.245 mil focos de calor. Destes, 757 focos foram confirmados apenas nos primeiros nove dias de agosto. “Um dos indicadores de queimadas são os focos de calor, que estão sendo registrados ao longo de todo território do estado por queimadas que são feitas de forma regular. O satélite do Inpe [Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais], que é o satélite referência, registrou até o momento cerca de 1.245 mil focos de calor”, acrescentou. Vera ressaltou que a umidade relativa do ar está em 20%, o que é muito baixa, e com temperaturas muita elevadas. Segundo a diretora, muito da fumaça do estado vem também da Bolívia, país vizinho do Acre. “Temos que levar em consideração que o estado recebe muita fumaça da Bolívia e estamos com muito fogo por lá. Também na região de fronteira, próxima a Reserva Chico Mendes, tem um fogo que ainda não foi controlado há três dias. Essa fumaça acaba chegando aqui. Recebemos muita fumaça de Santa Cruz, Pando e atinge região leste do estado”, concluiu. Rio Branco O Corpo de Bombeiros do Acre (CBM-AC) registrou mais de 400 chamadas para combater queimadas só nos primeiros cinco dias agosto, em Rio Branco.
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