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Justiça Militar vai julgar três dos quatro crimes atribuídos a tenente do Bope preso no AC

13 Agosto 2019

Justiça Militar só não vai julgar crime de promoção de organização criminosa. Tenente Farias está preso desde dezembro do ano passado. Tenente Josemar Farias está preso no Batalhão Ambiental,
em Rio Branco, desde dezembro do ano passado Reprodução A Justiça do Acre definiu que o caso do tenente do Batalhão de Operações Especiais (Bope) Josemar Farias fica sob a competência da 3ª Vara Criminal e 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar. A decisão é da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC). Farias foi preso no dia 27 de dezembro do ano passado na Operação Sicário, da Polícia Civil do Acre, suspeito de manter contato com membros de facções criminosas. O policial está preso no Batalhão Ambiental, em Rio Branco. A Justiça já negou dois pedidos de habeas corpus feitos pela defesa do tenente. O militar é denunciado pelos crimes de peculato, prevaricação, organização criminosa e corrupção passiva. “Ele foi denunciado por quatro delitos: o de promover organização criminosa ficou na competência da 3ª Vara Criminal e os demais ficaram na competência militar. Havia esse empasse, no entendimento da defesa todos os delitos que foram denunciados são de competência militar, mas no entendimento do MP apenas o delito de organização criminosa não seria de lá”, explicou o advogado de Farias, Mário Rosas. Divisão Os crimes que devem ser julgados pela Justiça Militar são: peculato, corrupção passiva e prevaricação. Para a defesa, a decisão foi positiva e logo mais deve se iniciar a instrução processual. “Em razão desse início de instrução, a defesa vai fazer alguns pedidos aos juízes competentes. Dentre eles, pedir a auditoria do sistema guardião, que realizou a interceptação telefônica, para que seja apurada a questão de suposta nulidade no procedimento”, frisou. Rosas diz que ainda aguarda o julgamento de um habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A defesa garante que vai também pedir a revogação da prisão de Farias aos juízes competentes. “Quando o processo chegar à Auditoria Militar, o juiz é obrigado a manifestar se vai manter ou não a prisão dele", concluiu.
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