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Estudantes do AC estão há quase 1 semana sem estudar por falta de ônibus escolar

16 Agosto 2019

Ônibus quebrou devido às más condições do Ramal Bujari, zona rural de Rio Branco. Seinfra garantiu que vai enviar máquina para arrumar ramal. Ônibus escolar quebra e alunos
ficam sem ir à aula na zona rural de Rio Branco Estudantes do Ramal Bujari, em Rio Branco, estão sem ir às aulas há quase uma semana por não terem o transporte escolar. O problema do veículo seria devido às más condições do ramal. As péssimas condições dificultam a trafegabilidades dos veículos. A preocupação é que a situação dos alunos fique ainda pior quando as chuvas começarem. A Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) informou que vai encaminhar máquinas para fazer a manutenção e pavimentação do local. Em relação ao ônibus escolar, a Rede Amazônica Acre foi informada que o veículo já foi levado para o conserto e que até a sexta-feira (16) já estará fazendo o transporte das crianças. As péssimas condições do Ramal Bujari teria causado danos ao ônibus escolar Reprodução Filhos sem aula A produtora Emilânia de Lima tem três filhos que estudam na Escola Jade Saraiva Machado, que atende em média 700 alunos do ensino fundamental e médio. Assim como os filhos dela, boa parte dos alunos mora em comunidades rurais, como a Vila do V e do Incra. Para chegar até o colégio, esses estudantes dependem do transporte escolar. Nesta última semana, mais de 30 alunos que moram no ramal ficaram sem assistir as aulas porque o ônibus que faz o transporte estaria quebrado. “O prejuízo é incalculável, porque quando o ônibus quebra, eles passam muito tempo sem ir à escola. Desde o ano passado que a gente vem com esse ônibus quebrando quase que direto. Meus três filhos que estudam na parte da manhã e reprovaram”, lamentou. Ônibus estaria quebrado há quase uma semana Reprodução Problemas no ônibus As portas do ônibus mal se fecham, o feixe de molas está amarrado por ligas plásticas. A produtora rural Sueli Rodrigues tem duas filhas adolescentes, de 14 e 16 anos e, para que que as filhas não percam aulas, a mãe diz que faz qualquer sacrifício. “Faço o que posso, temos uma moto e trago elas e deixo na casa da minha irmã. Uma estuda no ensino médio e a outra está no 9º ano. É muito difícil, porque se perde o início de uma matéria vai perder o resto da matéria e não vai conseguir entender. Faço da melhor forma para não perderem aula”, criticou. Sueli falou que a comunidade exige que sejam feitas manutenções no ramal para melhorar as condições. “Se dessem pelo menos uma raspagem, já ficaria muito melhor para nós. Ajudaria o ônibus, que não iria quebrar mais porque está quebrando muito. Pedimos que consigam manter nossos filhos na escola”, pediu.
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