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Após dois dias, júri condena nove por morte de pedreiro a mais de 260 anos de prisão no AC

16 Agosto 2019

Júri popular em Xapuri condenou nove pessoas pela morte de Almir Silva, assassinado em 2017. Julgamento começou na quarta (14) e terminou nesta sexta (16). Júri popular em
Xapuri condenou nove pessoas pela morte de Almir Silva, assassinado em 2017Divulgação/Ministério Público do Acre Após dois dias de julgamento, nove dos dez acusados do linchamento e morte do pedreiro Almir de Moura Silva, assassinado por 17 pessoas em setembro de 2017 na saída de uma festa em Xapuri, interior do Acre, foram condenados pelo crime. O júri popular começou na quarta-feira (14) e terminou apenas nesta sexta (16). Em penas somadas, os acusados vão cumprir 267 anos e oito meses de prisão. O pedreiro foi morto a golpes de faca, chutes e murros no final de uma festa, no bairro Pantanal, em Xapuri. Um amigo de trabalho de Silva, que estava no momento da confusão, ficou ferido e foi socorrido, na época. O grupo foi condenado por homicídio triplamente qualificado - meio cruel, motivo torpe, mediante emboscada e recurso que dificultou a defesa da vítima - organização criminosa; corrupção de menores e tentativa de homicídio. Ainda segundo a Justiça, ficou comprovado que um dos acusados não teve envolvimento na morte do pedreiro, mas ele acabou condenado por participar de organização criminosa. O homem vai responder a sentença em liberdade. Justiça ouviu 24 testemunhas de defesa e acusação durante julgamento Divulgação/Ministério Público do Acre Júri Sete jurados participaram do júri popular. O Ministério Público do Acre teve como representante a promotora de Justiça da comarca local e mais dois promotores da cidade de Brasileia, município vizinho. A procuradora-geral de Justiça do MP-AC, Kátia Rejane Rodrigues esteve no tribunal durante a leitura do resultado. Devido a comoção popular, a segurança foi reforçada no local. O júri contou com 24 testemunhas de defesa e acusação e dez advogados, entre dativos e particulares. Motivação A Justiça destacou que a confusão teria começado porque o pedreiro mexeu com a namorada de um dos adolescentes envolvidos no crime. Além disso, a vítima declarou que fazia parte de uma organização criminosa rival. Após essa situação, o grupo se reuniu e atacou o pedreiro e o amigo dele na saída da festa.
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