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Adolescente que teria matado bebê após ouvir voz no AC limpava arma no momento do crime

28 Agosto 2019

Menor foi ouvido pelo delegado Valdinei Soares com os pais, em Tarauacá. Adolescente alegou que não tinha intenção de matar prima. Adolescente e pais foram ouvidos na Delegacia
de Tarauacá, interior do Acre Divulgação/Google Street View O adolescente de 12 anos que matou a pequena Meline Ramalho, de 1 ano, com um tiro no rosto após ouvir a voz de um homem foi ouvido pela Polícia Civil nesta terça-feira (26), em Tarauacá, interior do Acre. No depoimento, o menor confessou que limpava a arma do pai no momento que viu um homem vestido de preto na porta ordenando que matasse a criança. Ele contou que se negou, mas ao levantar da cadeira a arma teria disparado e acertado a menina. O delegado responsável pelo caso, Valdinei Soares, leu parte do depoimento do menor sobre o crime. "Estava sentado em um banco na sala limpando a espingarda quando a vítima veio se arrastando e ficou sentada bem próximo brincando com um objeto de plástico. Não prestou atenção se a arma estava municiada, que olhou pra porta de entrada e viu um homem em pé vestido de preto com o rosto coberto por um pano preto e pediu que matasse [a bebê], pois não poderia viver nesse mundo. Que ficou sem fala, mas depois conseguiu dizer que não faria aquilo e quando foi levantando a espingarda disparou e a jogou [menina] no chão", relatou no depoimento. Após perceber que a prima estava no chão ferida, o adolescente pediu socorro para uma irmã dele. Ele detalhou ainda que o homem sumiu após o disparo. O crime ocorreu no último dia 13, em uma comunidade da zona rural de Tarauacá. O menor e os pais foram ouvidos na delegacia do município. Versão Ainda no depoimento, o adolescente afirmou que estava arrependido e que não tinha a intenção de atirar na menina. Porém, o delegado diz que não está totalmente convencido da versão. "Falou aquilo mesmo, só o que mudou foi que não tinha intenção de atirar, mas não acreditei muito. Confessou que ouviu a voz, viu o homem, mas só quis dizer que não teve a intenção de atirar", pontuou. Soares acrescentou que não vai pedir avaliações psicológicas para o menor. "Não tem distúrbio, conversei com ele, com o pai e a mãe e não tem problemas psicológicos. A única coisa que o pai disse foi que o menor tinha acesso fácil a espingarda, usava para caçar na comunidade", afirmou. Indiciamento pai O delegado contou ainda que indiciou o pai do menor por porte ilegal e omissão de arma de fogo, já que o menino tinha livre acesso ao armamento. A família foi liberada e aguarda a conclusão das investigação em casa. "O pai permitia que ele limpasse a arma e caçasse com ela. Então, tinha costume de ficar com essa arma nas mãos", confirmou. Soares afirmou que deve concluir as investigações na próxima semana, e que vai pedir a internação do menor. Segundo ele, o menino é calmo, só responde o que é perguntado e demonstrou arrependimento. "Vou esperar o laudo do instituto de criminalística da arma, esperar alguma foto [da criança], que não trouxeram ainda. Vai ser pedido uma medida socioeducativa para ele. Vai ser imputado a ele o ato infracional de homicídio simples", concluiu.
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