-->

Bolsonaro diz que Aras seria forte candidato a uma terceira vaga no STF

29 Mai 2020
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira (28) que o procurador-geral da República, Augusto Aras, “entraria fortemente” como candidato a uma eventual terceira vaga ao STF (Supremo Tribunal
Federal), mas que, no momento, não é cotado para as duas indicações que fará. “Se aparecer uma terceira vaga, espero que ninguém ali do STF...
DR

DR

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira (28) que o procurador-geral da República, Augusto Aras, “entraria fortemente” como candidato a uma eventual terceira vaga ao STF (Supremo Tribunal Federal), mas que, no momento, não é cotado para as duas indicações que fará.

“Se aparecer uma terceira vaga, espero que ninguém ali do STF desapareça, mas o Augusto Aras entra fortemente na terceira vaga”, disse Bolsonaro em transmissão ao vivo nas redes sociais.

Os ministros do STF devem se aposentar ao completar 75 anos. Dois atingirão essa idade durante o mandato de Bolsonaro como presidente da República: Celso de Mello, em novembro deste ano, e Marco Aurélio Mello, em junho de 2021.

Bolsonaro disse já ter três nomes em mente para as duas indicações que deve fazer à Corte e que dará preferência a um evangélico. Para o presidente, um ministro que tenha essa fé representaria a parcela cristã da população frente a questões como “ideologia de gênero”. “Nessas pautas ele pode até perder, mas vai mostrar aos demais ministros que existem 90% de cristãos no Brasil que não concordam”, afirmou.

O presidente elogiou a atuação de Aras na PGR, citando questões econômicas. É o procurador quem conduz o inquérito que investiga se Bolsonaro interferiu na Polícia Federal, como afirmou o ex-ministro Sergio Moro.

Foi Bolsonaro quem indicou Aras à posição em 2019, ignorando a lista tríplice —resultante de uma eleição interna da Associação Nacional de Procuradores da República que elege os três nomes mais recomendados para assumir a posição.

Historicamente, os dois têm se alinhado em muitas questões. Aras foi contra, por exemplo, a divulgação integral do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril. Nesta semana, o PGR também pediu a suspensão do inquérito das fake news, que atingiu muitos nomes ligados ao presidente.

We use cookies to improve our website. Cookies used for the essential operation of this site have already been set. For more information visit our Cookie policy. I accept cookies from this site. Agree