-->

Gilberto Dimenstein, jornalista e escritor, morre em SP aos 63 anos

29 Mai 2020
O jornalista e escritor Gilberto Dimenstein morreu em São Paulo nesta sexta-feira (29). A informação foi confirmada pela editora chefe do site Catraca Livre, do qual o jornalista era fundador
e proprietário. Autor de mais de 10 livros, Dimenstein lutava desde 2019 contra um câncer no pâncreas. Em um vídeo postado numa rede social em...
Gilberto Dimenstein, jornalista, escritor, fundador e proprietário da Catraca Livre — Foto: Divulgação/Catraca Livre

O jornalista e escritor Gilberto Dimenstein morreu em São Paulo nesta sexta-feira (29). A informação foi confirmada pela editora chefe do site Catraca Livre, do qual o jornalista era fundador e proprietário.

Autor de mais de 10 livros, Dimenstein lutava desde 2019 contra um câncer no pâncreas.

Em um vídeo postado numa rede social em abril, o jornalista disse que vivia o momento mais difícil de sua vida.

Paulistano e de origem judaica, Dimenstein se formou em jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, na capital paulista.

Em 1994, publicou “O Cidadão de Papel”, que ganhou os Prêmios Jabuti e Esso de melhor livro de não-ficção daquele ano.

Na obra, o autor busca mostrar o desrespeito aos direitos humanos na nossa sociedade e apresenta uma rede que une o assassinato de crianças, a violência, a fome e a falta de escola com o desenvolvimento da economia, a crise da educação, a falta de emprego.

O livro discute o papel dos jovens como cidadãos de deveres e direitos , analisa as instituições do país e trata de questões sociais, como a má distribuição de renda e a desigualdade social. A obra também traz reflexões sobre documentos como a “Declaração Universal dos Direitos Humanos”.

Também escreveu “Aprendiz do Futuro” e “Meninas da Noite”.

Ele trabalhou também como colunista no jornal “Folha de S. Paulo” e como comentarista da rádio CBN, dos quais se desligou para se dedicar a um projeto particular, o site Catraca Livre, uma plataforma multimídia de jornalismo educativo que divulga atividades culturais gratuitas em São Paulo.

Na “Folha de S.Paulo”, foi diretor na sucursal de Brasília e correspondente em Nova York.

Ao longo da carreira como jornalista, trabalhou também em outros veículos de comunicação, como “Jornal do Brasil”, “Correio Braziliense” e a revista “Veja”. Ficou conhecido pela defesa de direitos nas áreas de educação e de meio-ambiente, nos quais atuava com projetos sociais.

We use cookies to improve our website. Cookies used for the essential operation of this site have already been set. For more information visit our Cookie policy. I accept cookies from this site. Agree