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'Vai depender do parecer final', diz vice-presidente da Braskem sobre paralisação das atividades

08 Mai 2019

Agência Nacional de Mineração falou em nota sobre riscos relacionados a interrupção das atividades. Auditório da Justiça Federal lotado para divulgação do relatório do CPRM sobre as causas
das rachaduras em bairros de MaceióMichelle Farias/G1 O vice-presidente da Braskem, Marcelo Cerqueira, falou nesta quarta-feira (8) sobre as medidas que devem ser tomadas pela mineradora após o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) divulgar que a principal causa das rachaduras no bairro Pinheiro, Mutange e Bebedouro é atividade da mineradora na região para extração de sal-gema. Ele relembrou que a sugestão de paralisação das atividades da empresa foi discutida na audiência pública sobre as causas das rachaduras. "Isso[paralisação] vai depender muito do parecer final dos órgãos, inclusive CPRM. Hoje esse assunto foi discuto lá na audiência e nós vamos procurar o entendimento com eles. Se a melhor solução é fazer a paralisação, assim será feito. De forma, garantir a segurança das pessoas", disse Marcelo Cerqueira. A Agência Nacional de Mineração (ANM), por meio de nota, informou que os técnicos do CPRM alertam durante a audiência pública nesta terça que uma paralisação abrupta da mineração também tem risco de agravar a situação na região. Técnicos da agência vão analisar o relatório do CPRM (veja a nota na íntegra no fim do texto). O representante da Braskem também comentou sobre possíveis indenizações para os moradores. "A nossa prioridade no momento é garantir a segurança das pessoas. Nós tivemos hoje, pela primeira vez também, o acesso a essa informação sobre as potenciais causas ou as causas apontadas pela CPRM e nós vamos só fazer o entendimento com eles e saber quais as ações a partir daí, de forma garantir a segurança das pessoas e os próximos passos que vão ser tomados para garantir que as pessoas estão seguras, que possam voltar para as suas casas, que podem tomar sua vida com a normalidade que todo mundo deseja", falou o representante da mineradora. Marcelo Cerqueira também falou sobre estudos complementares realizados pela Braskem na região. "Nós estamos trabalhando diuturnamente na solução, no entendimento e nos ensaios. Alguns ensaios vêm apresentando uma dificuldade maior, como foi relatado hoje, mas nós estimamos que em um prazo de dois a três meses, a gente consiga ter uma avaliação completa e, com isso, também completando o estudo da CPRM e, de fato, apontando quais as causas e principalmente as soluções para garantir a segurança das pessoas que estão ali", destacou Cerqueira. O vice-presidente da Braskem falou sobre medidas imediatas para sanar o problema. "Desde o início do ano, a gente já vem discutindo com as autoridades, incluindo o Ministério Público, o CREA e a Prefeitura, ações emergenciais para conter, principalmente a entrada de água no subsolo do bairro que todos concordam que podem trazer problemas para as pessoas. Então, esse é um exemplo de ações que a gente já iniciou a implementação. Já temos aí ações que visam, exatamente, melhorar a condição das pessoas ali no bairro. A partir, agora, com os avanços dos estudos da CPRM e com os estudos da Braskem, nós vamos continuar avançando em soluções de engenharia para melhorar ainda mais a segurança das pessoas que estão ali", explicou Marcelo Cerqueira. Ele deixou uma mensagem para os moradores dos bairros afetados. A Braskem é uma empresa que está em Alagoas há 44 anos, sempre honrou com os seus compromissos e responsabilidades. A Braskem em Alagoas é operada por alagoanos, pessoas que cresceram e se realizam no seu trabalho e que procura sempre fazer o melhor e sempre focando na segurança dos integrantes que atuam na Braskem, na segurança das comunidades e na proteção do ambiente. Então, esse é o nosso foco principal. A Braskem é a empresa que vai atuar de forma responsável em qualquer cenário junto à sociedade alagoana, assim como tem feito nos últimos 44 anos", disse Marcelo Cerqueira. Nota na íntegra da Agência Nacional de Mineração (ANM): Maceió: ANM vai avaliar relatório do CPRM nos próximos dias Agência recebeu o documento nesta quarta-feira Os técnicos da Agência Nacional de Mineração vão analisar nos próximos dias o relatório apresentado pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), na manhã desta quarta-feira (8), durante uma audiência pública, em Maceió (AL). O documento trata sobre a situação do rebaixamento do terreno de alguns bairros da capital alagoana, que vêm apresentando instabilidades, e suas consequências. A suspeita é de que a extração de sal-gema, que acontece nos arredores de Pinheiro, Mutange e Bebedouro seja a causa dos afundamentos e rachaduras. Uma equipe da ANM participou da apresentação dos estudos, que apontaram a atividade de mineração no local como principal causa do problema. Os técnicos do CPRM alertaram também que uma paralisação abrupta da mineração também tem risco de agravar a situação. “Conhecemos o relatório somente aqui. Muita coisa que apresentaram, para nós, era novidade. Vamos analisá-lo minuciosamente o mais rápido possível para então nos manifestar”, disse o diretor-geral da Agência, Victor Hugo. A previsão é de que a conclusão da ANM saia na próxima semana. Veja mais notícias da região no G1 Alagoas
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