Quarta, 17 Julho 2019 17:13

'Falam que Deus mandava elas fazerem aquilo', diz filho de uma das idosas que escavaram ao redor de casa em Maceió


Após anos de escavação, irmãs criaram um fosso no terreno da casa em que moravam. Família afirma que tentou retirá-las do imóvel diversas vezes, mas elas se recusavam. Casa
em que irmãs moravam em Maceió ficou sem barro ao redor depois de anos de escavaçãoReprodução/TV Gazeta Uma semana depois da retirada de duas idosas de uma casa ilhada por um grande fosso escavado com apenas uma colher de pedreiro no Benedito Bentes, em Maceió, o motivo para a escavação feita pelas irmãs durante 8 anos ainda não foi totalmente esclarecido. Nesta quarta-feira (17), o filho de uma das idosas disse em entrevista ao G1 que “tudo o que elas falam é que Deus mandava elas fazerem aquilo”. Almir Nascimento é professor e conta que a família sofria com a resistência das duas às diversas tentativas de retirá-las da condição em que viviam. “Fomos muitos julgados por abandono quando o vídeo do problema da minha mãe e da minha tia começou a circular nas redes sociais. Porém, o que pouca gente sabe é que o sofrimento delas também era o da família. Não sabíamos o que fazer porque sempre que oferecíamos ajuda, elas resistiam", disse Nascimento. Ele lembra que a família era muito pobre e que a mãe trabalhou anos como doméstica para criar os cinco filhos na casa onde viviam desde a fundação do bairro. Contudo, nos último anos, ela passou a evitar os parentes, que já não podiam entrar na casa das irmãs. "Negativas emocionais que iam além do ‘não’, que nos faziam temer a reação. O que todos precisam saber é que a família sempre esteve com elas e que lá estávamos, escondidos em um carro porque não podíamos aparecer para elas, no dia que saíram da casa”, falou. Segundo ele, a escavação no entorno da casa ao longo dos anos foi o único sinal de distúrbio mental apresentado pela mãe e pela tia, que agora contam com acompanhamento psiquiátrico. “Quem conversa com elas não percebe de imediato o transtorno. Elas conversavam normalmente e só mudavam a postura, apresentando irritabilidade, quando o assunto era a escavação. Tanto eu como os meus irmãos chegamos a oferecer uma reforma ou até mesmo a mudança para uma outra casa. Elas nunca aceitaram e diziam que se a gente retirasse elas de lá, nos culpariam por toda a vida”, lamentou Nascimento. Agora, com as idosas em uma nova a casa, a família afirma que todos os esforços no momento se concentram na melhora de saúde das duas, e que só após esse momento é que eles vão avaliar o que será feito no imóvel do terreno escavado, que ficou fechado após a retirada delas. Veja mais notícias da região no G1 Alagoas
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