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Policial que atirou em 6 clientes de bar no AP recebe liberdade provisória e deve usar tornozeleira

13 Novembro 2019

Ele é réu por tentativa de homicídio e vias de fato. Crimes ocorreram em agosto, na Zona Sul de Macapá. Código de Ética não prevê expulsão imediata de Sanderlei
Almeida Barreto. Vídeo mostra disparos feitos dentro de bar na Zona Sul de Macapá O juiz Luiz Nazareno Borges Hausseler decidiu nesta quarta-feira (13) conceder liberdade provisória ao policial civil Sanderlei Almeida Barreto, que confessou ter atirado contra clientes e ferido seis pessoas em um bar na Zona Sul de Macapá, no dia 1º de agosto. Nas medidas cautelares, o titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri determinou que ele use tornozeleira eletrônica. "Expeça-se alvará de soltura e termo de compromisso em favor de Sanderlei Almeida Barreto, a fim de que seja posto em liberdade, logo após a instalação da tornozeleira eletrônica ou outro dispositivo equivalente", escreveu o juiz na decisão. Na Justiça, ele responde por tentativa de homicídio duplamente qualificado (motivo fútil e sem defesa para as vítimas) contra seis pessoas e também por vias de fato, contra uma sétima vítima. Um vídeo gravou a ação (assista acima). Confusão em casa de shows terminou com cantor e mais cinco pessoas baleadas, em Macapá Reprodução/Redes sociais Entre as condições para se manter em liberdade, Barreto: deve comunicar a Justiça caso precise se ausentar de Macapá por mais de 8 dias; deve se recolher em casa no período noturno, entre 20h e 5h, e nos dias de folga; fica proibido de manter qualquer tipo de comunicação, de se aproximar a menos de 200 metros, ou de frequentar as redondezas ou a própria casa das vítimas, de familiares delas, e das testemunhas do processo; O policial foi preso no dia 9 de agosto, após a Justiça determinar a prisão preventiva dele, pedido feito pela Corregedoria da Polícia Civil. Desde então, ele estava detido no Centro de Custódia do bairro Zerão, na Zona Sul da capital. Além do judicial, ele também responde um processo administrativo. O Código de Ética da Polícia Civil do Amapá não prevê, inicialmente, expulsar da corporação o agente. O regimento não considera "grave" a tentativa de homicídio fora de serviço e não determina expulsão imediata nessa situação, somente quando a Justiça condena o policial pelo crime em, no mínimo, quatro anos. Centro de Custódia do Iapen do bairro Zerão, na Zona Sul de Macapá, onde Barreto ficou detido John Pacheco/G1 O agente, que está há 27 anos na corporação, já tem uma condenação por lesão corporal grave. O caso ocorreu em maio de 2010, quando, em uma confusão em um bar, o agente sacou uma arma e atirou duas vezes contra um homem. Ele foi punido, em 2015, com 2 anos no regime semiaberto, mas teve a pena convertida em multas e medidas socioeducativas. Outro caso que Barreto se envolveu aconteceu em 2015, quando o policial foi flagrado dirigindo alcoolizado, sem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e sem a carteira de porte de arma. Ele foi condenado em um ano pelo delito. Apesar dos envolvimentos e condenações, o juiz, na decisão, o citou como réu tecnicamente primário: "No mais, sabe-se que o réu não possui maus antecedentes, uma vez que tecnicamente primário, não se podendo admitir que processos, inquéritos em trâmite sirvam para macular o acusado, em face da presunção de inocência ou presunção de não culpa", considerou Hausseler. Disparos em bar O caso aconteceu no dia 1º de agosto, em um bar que funciona na Avenida Feliciano Coelho, no bairro Trem. As seis pessoas baleadas foram identificadas como dois músicos, um vendedor de bombons, dois clientes e uma garçonete. Segundo a Polícia Civil, os tiros iniciaram do lado de fora e também foram feitos disparos direcionados para dentro do bar. Isso teria acontecido após o suspeito ser expulso da festa por ameaçar um homem dentro do empreendimento. De acordo com o parente de uma das vítimas, que não quis se identificar, ele atirou à queima roupa contra algumas pessoas. De acordo com o Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciodes), o atirador fugiu do local em um carro de cor vermelha, logo após o atentado. No mesmo dia do crime, Barreto se apresentou espontaneamente à Polícia Civil e admitiu ter realizado os disparos no estabelecimento. Segundo a polícia, ele disse que praticou o ato em um "acesso de fúria", após ter sido agredido por seguranças do bar. Barreto prestou depoimento e teve a pistola calibre .40 apreendida - a arma é de uso pessoal. Para ler mais notícias do estado, acesse o G1 Amapá.
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