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‘Conflitos familiares são as principais causas de suicídio’, diz psicóloga em escuta gratuita

16 Novembro 2019

Qualidade de vida, exposição em redes sociais, desemprego, problemas familiares e afetivos são os fatores externos que mais influenciam em casos de depressão, automutilação e suicídio. Atuação pela Vida
realiza escutas psicológicas gratuitas em escolas do AmapáCaio Coutinho/G1 O ato de falar o que sente é a ferramenta mais eficaz para aliviar a dor daqueles que sofrem com problemas psicológicos. Por isso, o projeto “Atuação pela Vida” disponibilizou cerca de 20 psicólogos voluntários que realizaram escutas gratuitas em 2 escolas de Macapá, neste sábado (16). Os atendimentos foram na Professor Lucimar Amoras Del Castilho, no bairro Santa Rita, e Maria Ivone de Menezes, no Cidade Nova. O projeto é do Ministério Público do Amapá (MP-AP) em parceria com o Ambulatório de Atenção à Crise Suicida (Ambacs). Além de oferecer o apoio psicológico, o atendimento busca diagnosticar pacientes com ideias suicidas e que já praticaram a automutilação. O objetivo é encaminhá-los para acompanhamento profissional. Escuta psicológica ofertada pelo projeto “Atuação pela Vida”, do MP do Amapá MP/Divulgação Após 3 edições do projeto, a psicóloga Joelma Ribeiro, que coordenou os profissionais na escuta da escola Lucimar, constatou que os principais fatores que levam à depressão e ao suicídio são externos, como conflitos familiares e afetivos, qualidade de vida, desemprego e exposição em redes sociais. “Temos os fatores internos, como a química cerebral desregulada que pode levar à depressão e automutilação, mas os mais recorrentes são os externos. Por exemplo, conflitos familiares são as principais causas de suicídio no estado. São fatores externos e somáticos, como abuso sexual e exposição nas redes sociais, que são muito adoecedoras, se usadas de forma incorreta”, explica. Psicóloga Joelma Ribeiro Caio Coutinho/G1 Para um dos coordenadores do projeto, o promotor André Araújo, o trabalho serve como termômetro de propostas de políticas públicas voltadas à saúde mental no Amapá. Ele diz que o projeto visa diminuir os casos de automutilação e suicídio no estado. “Fizemos uma reunião de alinhamento para discutir estratégias para diminuir os índices de automutilação e suicídio. Sabemos que a maioria das vítimas são pessoas jovens de 15 a 30 anos e que para muitos ainda é um tabu. O foco é a atenção permanente com a saúde mental”, afirma. Promotor André Araújo Caio Coutinho/G1 Para uma moradora do bairro Santa Rita, que levou a filha de 16 anos para ser atendida e não quis se identificar, o projeto é essencial na ajuda de pessoas que estão com sofrimento psicológico, principalmente quem não pode pagar pelo atendimento. “Minha filha é muito fechada, eu sei que ela vai falar coisas para a psicóloga que ela não falaria para mim. Ela tinha um namorado que cometeu suicídio há mais de um mês e recentemente descobriu que está grávida. Acho que uma vida veio para ocupar o vazio de outra”, comenta. Para ler mais notícias do estado, acesse o G1 Amapá.

Em breve novidade aqui!!!

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