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Taxista é condenado a 17 anos de prisão por esfaquear, atropelar e matar colega em motel no AP

22 Novembro 2019

Leunildo Pantoja foi julgado nesta sexta-feira (22). Defesa recorreu da sentença no júri. Leunildo Pantoja, quando foi preso em janeiro, em comunidade rural no interior do Pará Polícia Civil/Divulgação O
taxista Leunildo Câmara Pantoja, de 30 anos, foi condenado pela Justiça do Amapá nesta sexta-feira (22) a 17 anos e 4 meses de prisão pela morte do próprio colega de trabalho Gil Conceição da Silva. A vítima foi esfaqueada pelo menos 10 vezes, e foi atropelada próximo a um motel na capital. A defesa recorreu da decisão ainda no júri. Parte da ação foi gravada por câmeras de monitoramento. O crime aconteceu às 5h40 do dia 21 de outubro de 2018, próximo a um motel localizado na Rodovia Duca Serra, na Zona Oeste da capital. Eles atuavam como taxistas e dividiam o mesmo veículo para trabalhar. Para a polícia e para o Ministério Público (MP), Pantoja cometeu o crime porque não gostou de Gil ter vendido o táxi. Câmera do motel mostra momento em que taxista é atropelado, no dia 21 de outubro de 2018 Reprodução O julgamento começou às 9h desta sexta-feira na 1ª Vara do Tribunal do Júri de Macapá e a sentença foi lida pelo juiz Luiz Nazareno Borges Hausseler às 15h. Familiares e amigos de Gil acompanharam o julgamento. Os jurados acataram a tese do MP, que fez a denúncia, de homicídio qualificado, por motivação fútil e com uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Em seis horas de sessão, foram ouvidas as sete testemunhas apresentadas pelo MP, e mais o réu, que confessou a autoria do crime. Ao longo do processo, Pantoja alegou legítima defesa. No júri, os advogados defenderam a tese de homicídio simples. Familiares e amigos de Gil Conceição da Silva, morto em 2018, acompanharam julgamento em Macapá Wedson Castro/Rede Amazônica O réu, que foi preso no estado do Pará três meses após o crime e, desde então, respondia ao crime preso no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), deve continuar preso, por determinação do juiz. "Tem-se que a fuga verificada na fase inquisitorial, a violência do ataque, a frieza e a premeditação só demonstram a capacidade de atrapalhar a instrução processual, em caso de novo julgamento, assim como o perigo para a ordem pública e para a futura aplicação da lei penal. Daí porque, mantenho a prisão cautelar", anunciou Hausseler. Crime e localização do suspeito A investigação da Polícia Civil descreve que, no dia do crime, Pantoja foi até a casa da vítima, que tinha 48 anos, alegando que precisava usar uma máquina de cartão para receber o valor devido por um cliente que havia deixado no motel. Gil seguiu com Pantoja até o motel, onde foi atacado com pelo menos 10 golpes de faca na cabeça, no pescoço e no peito. A vítima tentou fugir, mas foi atropelada. Câmeras do empreendimento registraram a vítima cambaleando após as facadas e o atentado feito com o veículo. O taxista morreu no local. O laudo da Polícia Técnico-Científica (Politec) aponta que a causa da morte foi choque hemorrágico provocado pelas facadas. Após ser preso em Portel, Leunildo Câmara Pantoja foi logo encaminhado para Macapá Polícia Civil/Divulgação Após o crime, Pantoja foi para o município de Portel, no interior do estado do Pará, onde permaneceu escondido com ajuda de familiares, segundo apurou a polícia. Ele foi preso em janeiro durante a operação "Profanus", realizada pela Polícia Civil do Amapá. Desde a morte, familiares e amigos do taxista assassinado fizeram manifestações, empunhando cartazes com os apelos "Justiça seja feita" e "A família clama por justiça". Em um dos atos, em forma de agradecimento, eles abraçaram coletivamente os agentes que realizaram a captura do criminoso. Em julho, o juiz Antônio José de Menezes entendeu que o réu deveria ir a júri popular após confissão e demais provas, que foram considerados "indícios suficientes para a autoria". Ele citou ainda que havia conflitos entre o que alegou o réu e as demais provas nos autos. Familiares e amigos do taxista assassinado fizeram manifestações Ugor Feio/Arquivo G1 Para ler mais notícias do estado, acesse o G1 Amapá.
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