-->

Pesquisadores do AP, SP, Suíça e Canadá testam medicamento para o coração à base de maconha

06 Dezembro 2019

Regulamentação de produtos à base de cannabis no Brasil foi aprovada pela Anvisa. Recipiente com óleo de cannabis, que é voltado para doenças cardiovasculares Rede Amazônica/Reprodução Um pesquisa feita
pela Universidade Federal do Amapá (Unifap), Universidade de São Paulo (USP) e os países Canadá e Suíça busca desenvolver um medicamento à base de maconha (Cannabis sativa) para doenças cardiovasculares. Os primeiros testes acontecem no laboratório da universidade em Macapá. A tese de doutorado pensada por Helison Carvalho pesquisa o óleo da cannabis e como o princípio ativo dele, o canabidiol, pode ser importante na redução dos níveis de colesterol do corpo humano. "Esse óleo é capaz de reduzir significativamente os níveis de colesterol e ainda contribuir para a redução dos níveis de outros lipídios também, principalmente o triglicerídeos. Ele limpa proteínas e também é capaz de reduzir a glicemia", afirmou o pesquisador. O canabidiol é indicado ainda para tratamento de epilepsia e dores crônicas. A importação de 50 mililitros da substância custa cerca de R$ 800, explicou Carvalho. Folha da cannabis, de onde é retirada a substância canabidiol André Resende/G1 Aos que têm dúvida se o medicamento pode causar danos ao paciente, Carvalho destaca que a substância da maconha que causa efeitos no sistema nervoso não é inserida no óleo. "Esses produtos à base do óleo que vão ser desenvolvidos não têm a capacidade de causar efeitos ao sistema nervoso, como vício, tanto físico quanto psicológico, e isso já é um ponto positivo de estudos com esses óleos", explicou. Os pesquisadores querem aproveitar o interesse das indústrias farmacêuticas no medicamento e a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que autorizou no Brasil a venda de produtos à base de cannabis para fins medicinais. "Como há interesse de algumas indústrias farmacêuticas em desenvolver realmente medicamentos à base de cannabis, nós ficamos responsáveis no caso pela realização dos ensaios pré-clínicos aqui no laboratório de fármacos da Unifap", disse o pesquisador José Carlos Tavares. Pesquisador Helison Carvalho durante testes com óleo Rede Amazônica/Reprodução A resolução da Anvisa é válida por 3 anos. Os produtos à base de cannabis podem ser vendidos em farmácias, mediante prescrição médica. O trabalho ainda está na etapa de testes em animais. Após concluída, será a hora da testagem em humanos, que ocorrerá em São Paulo. O processo é uma exigência da Anvisa para classificação de medicamentos. O prazo de conclusão do estudo é 10 meses. O estudo é financiado pelas indústrias farmacêuticas e um convênio com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do governo federal. Para ler mais notícias do estado, acesse o G1 Amapá.

Em breve novidade aqui!!!

Usuário(s) Online

Temos 1175 visitantes e Nenhum membro online
We use cookies to improve our website. Cookies used for the essential operation of this site have already been set. For more information visit our Cookie policy. I accept cookies from this site. Agree