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Sem água doce, ribeirinhos de vila isolada no litoral norte do AP reclamam do produto fornecido

06 Dezembro 2019

Comunidade do Sucuriju denuncia que a água enviada pela Defesa Civil, única reserva potável para a região, está vindo salgada. Ribeirinhos da comunidade de Sucuriju, no litoral
do Amapá, reclamam da falta de água Sem acesso à água potável por limitações geográficas, moradores da Vila do Sucuriju, no município de Amapá, litoral norte do estado, reclamam da falta de distribuição adequada do produto feita periodicamente pela Defesa Civil. Segundo eles, o líquido está vindo salgado. A Defesa Civil explicou que atuou de forma constante, durante todo o 2º semestre, para o atendimento de ajuda humanitária no que diz respeito ao fornecimento de água potável para consumo no distrito. VIla de Sucuriju, no município de Amapá André Penna/Arquivo Pessoal A corporação lembra que em novembro mobilizou uma equipe de bombeiros militares, assim como recursos materiais, como motobombas, caixa d'água e mangueiras com o objetivo de minimizar a falta de água potável nesse período de estiagem na região. O Sucuriju é um distrito banhado por um rio de água salgada, que sofre a influência do Oceano Atlântico. Por conta disso, moradores usam a água da chuva para fazer as tarefas de casa. Com a estiagem, eles dependem da Defesa Civil, que deveria abastecer com água potável. Roberto Vale é pescador e reclama da qualidade da água Rede Amazônica/Reprodução Atualmente, 86 famílias moram na vila. O pescador Roberto Vale conta que vende uma vez por mês pescado em Macapá e aproveita a viagem para abastecer o barco com água mineral. Ele diz que a falta de água potável afeta toda a comunidade. “A gente tem que ter pena das crianças, porque a criança é que sofre mais com um tipo de água dessa. A água do Amazonas é limpa, a gente bebe, mas a que foi não está dando. Custa levar uma água mineral para gente?”, indaga o pescador. Francisco Ferreira conta que a água provoca doenças na população Rede Amazônica/Reprodução Francisco Ferreira vive há cerca de 70 anos no Sucuriju. Ele lembra que o abastecimento era normal, mas desde novembro a água passou a vir salgada e está provocando doenças e mal estar. "Estamos passando uma crise com a água. Inclusive, essa época, todo ano, o governo manda água para lá, mas agora ela não pode servir a comunidade, pois ela chegou salgada, com um gosto muito ruim, com gosto de ferrugem, não serve nem para tomar banho (…) está dando diarreia nas crianças e dando problemas de saúde na população”, relata. Para ler mais notícias do estado, acesse o G1 Amapá.

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