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Empresariado teme prejuízos com aprovação da lei que proíbe canudinhos plásticos no AP

17 Janeiro 2020

Segundo Abrasel, principais atingidos serão lojas de material descartável. Canudo de plástico biodegradável em hamburgueria de Macapá Victor Vidigal/G1 A lei de número 2.491, que proíbe canudos plásticos descartáveis
em estabelecimentos de alimentação no estado, dividiu opiniões. O empresariado que já tem estoque do produto, por exemplo, teme prejuízos, segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Amapá (Abrasel-AP). Basicamente, o texto determina que não devem ser distribuídos nem vendidos os canudinhos de plástico em restaurantes, bares, lanchonetes, quiosques e empreendimentos similares. A lei ainda precisa ser regulamentada. De acordo com Yukio Nagano, presidente da Abrasel-AP, a proposta pode causar prejuízos ao empresariado que já tem estoque de canudos plásticos nas distribuidoras de material descartável da capital. Outra demanda é que a categoria seja ouvida sobre a regulamentação da lei, assim como aconteceu quando uma lei semelhante foi aprovada na capital em 2018. "É importante ter um diálogo com a opinião pública, para que certos setores da economia não saiam prejudicados. Para um bar e restaurante restringir a distribuição dos canudos convencionais é mais tranquilo, mas isso impacta diretamente nos fornecedores de descartáveis que já têm um estoque desse produto", afirmou Nagano. Existes várias opções comercializadas no mercado, como o canudo de papel, de bambu, o canudinho de inox e o de vidro Marcos Serra Lima/G1 Um dos possíveis prejudicados é o Roberto Vieira, de 53 anos, dono de uma loja de descartáveis no bairro Buritizal, na Zona Sul da capital. Com pouco estoque de canudos plásticos, ele prevê que a medida não irá ter tanto impacto nas finanças da loja. No entanto, a preocupação é com relação aos clientes que terão que pagar mais caro pelos canudos biodegradáveis. Atualmente, a diferença de preço na loja varia de R$ 1 a R$ 4 o pacote. "É uma proposta boa por causa da questão do meio ambiente, mas impacta aqueles clientes que têm o poder aquisitivo mais baixo, porque a gente sabe que o material biodegradável é um pouco mais caro", disse Vieira. Canudos de plásticos em prateleira de loja de descartáveis Victor Vidigal/G1 O projeto surgiu na Assembleia Legislativa do Amapá (Alap) e foi aprovado em dezembro de 2019 pelos deputados estaduais. O presidente da Abrasel cobrou que a entidade seja chamada para participar do processo de regulamentação da lei e deixou algumas sugestões para que a regra seja aplicada sem prejudicar os empreendedores. "Colocar uma data para a validação da medida, da aprovação. E até mesmo medidas menos coercitivas e mais de conscientização como a criação de um selo meio-ambiente, onde o estabelecimento que tivesse se comprometeria a utilizar somente produtos biodegradáveis", recomentou Nagano. A hamburgueria da qual Thiago Santiago é proprietário, no Centro de Macapá, já segue a norma. No local é fornecido apenas canudos de plástico biodegradável aos clientes, e houve abolição das sacolas plásticas. Santiago admite que o gasto é um pouco maior, mas acredita que a contrapartida é mais vantajosa. "Existe realmente um aumento de cerca de 20% no valor do canudo tradicional, mas no final acaba valendo a pena porque você consegue aderir a essa tendência da sustentabilidade e ainda faz a sua parte de cuidar do meio ambiente. Se cada um fizer a sua parte, o bem vai ser maior", disse o empresário. Empresário Thiago Santiago exibe canudos adotados biodegradáveis no empreendimento Victor Vidigal/G1 Para ler mais notícias do estado, acesse o G1 Amapá.

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