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Justiça condena técnico em enfermagem que pedia dinheiro e sexo para marcar cirurgias em hospital público do AP

17 Janeiro 2020

Pena foi convertida a prestação de serviços à comunidade e proibição de frequentar lugares. Crimes de assédio sexual e vantagem indevida aconteceram em 2018. Enfermeiro foi preso ao oferecer
marcação cirúrgica por dinheiro e sexo em Macapá. Paciente o denunciou à polícia WhatsApp/Reprodução O juiz Ailton Marcelo Vidal, da 2ª Vara Criminal de Macapá, condenou o técnico em enfermagem Josiney Santos da Silva, de 43 anos, por tentar vender vagas na fila de cirurgias no Hospital de Emergência (HE) da capital em troca de dinheiro e sexo. A pena é alternativa, convertida a prestação de serviços à comunidade e proibição de frequentar lugares. O caso chegou ao conhecimento da polícia em 2018, que investigou esse técnico e outra técnica em enfermagem, ambos funcionários do HE, que foram presos em flagrante em 22 de fevereiro, após denúncia anônima. Os dois foram denunciados pelo Ministério Público do (MP) Amapá, e se tornaram réus em abril do mesmo ano. Decisão é da 2ª Vara Criminal de Macapá Jorge Abreu/Arquivo G1 O técnico foi condenado por corrupção passiva; assédio sexual; e crime de concussão, que é receber vantagem indevida, em razão de função pública. A mulher, que prestava serviço terceirizado ao governo, respondia pelo crime de corrupção passiva, mas foi absolvida por falta de provas. A pena definitiva foi de 2 anos de reclusão e um ano de detenção, além do pagamento de 20 dias-multa. Porém, o juiz decidiu convertê-la em medidas restritivas. "Não havendo violência ou grave ameaça, e sendo o réu primário e sem antecedentes, substituo a pena privativa de liberdade [...] por duas restritivas de direito [prestação de serviços à comunidade e proibição de frequentar lugares], nos moldes a serem estabelecidos pelo Juízo da VEPMA [Vara de Execuções de Penas e Medidas Alternativas da Comarca de Macapá]", declarou o juiz na sentença. Além disso, o técnico em enfermagem também perdeu o cargo público. "Sua conduta não pode ser tolerada, ainda mais no posto que ocupava. Ele se valendo do seu cargo para a prática de delitos. Deveria cuidar para o bom atendimento da já sofrida população que busca o serviço público hospitalar, mas não só deixou de exercer adequadamente seu mister, como ainda exigiu dinheiro e favores sexuais, [...] que, bem por isso, deve-lhe ser retirada com a perda do cargo", concluiu o magistrado. Técnicos em enfermagem trabalhavam no Hospital de Emergência (HE) de Macapá John Pacheco/G1 O técnico cobrava dinheiro de pacientes para colocar o nome deles na frente de outros na fila de espera para cirurgias. Segundo a denúncia, ele pediu a uma paciente R$ 1,2 mil pelo agendamento, para garantir o nome na lista. Diante da negação, o técnico insistiu, baixando o valor para R$ 800 e o restante, R$ 400, ela poderia quitar mantendo relação sexual com ele. A usuária, que estava internada, na época, há cerca de 20 dias na unidade de saúde, denunciou o caso à direção do hospital, que acompanhou a vítima até a 6ª Delegacia da Polícia Civil. Ela apresentou gravações telefônicas e conversas mantidas pelo WhatsApp, que foram consideradas como provas pela Justiça. Na época, o delegado que acompanhou o caso, Leonardo Brito, informou existiam várias outras suspeitas contra o técnico em enfermagem, mas as vítimas não apresentavam provas. Durante as audiências na Justiça, o técnico confessou a autoria dos crimes contra essa vítima. Tanto ele quanto a outra técnica respondiam ao caso em liberdade. Áudios que mostram enfermeiro negociando vagas para cirurgias no Amapá foram divulgados Para ler mais notícias do estado, acesse o G1 Amapá.

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