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Fechado há 5 anos, acervo do Museu Joaquim Caetano sofre com goteiras e infiltrações

20 Janeiro 2020

Telhado da estrutura, sem funcionamento ao público desde 2015, apresenta risco com período chuvoso. Museu Histórico Joaquim Caetano em Macapá Caio Coutinho/G1 Acesso restrito apenas a funcionários. É isso
que o turista encontra ao visitar o museu Joaquim Caetano, no Centro de Macapá. Fechado há quase 5 anos para reforma, a promessa de reabertura pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult) era em dezembro de 2019. Mas não se concretizou. De acordo com a pasta, a responsabilidade da obra é Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinf). A Rede Amazônica solicitou à Seinf resposta sobre a previsão de entrega, mas até última atualização desta reportagem não obteve resposta. Ainda no ano passado, foi divulgada a informação de que a reabertura aconteceria no mês de setembro. No entanto, a entrega foi adiada devido necessidade de mais alterações e readequações na obra. Baldes para goteiras colocados em um dos corredores do museu Victor Vidigal/G1 Readequações ainda deverão ser feitas no local. A fragilidade da estrutura é percebida dentro do prédio, através das goteiras através do telhado. Em alguns corredores, baldes são colocados no chão com objetivo de conter o problema. O prédio chegou a receber revitalização em 2016 e 2017, onde foram feitos serviços como pintura das paredes e polimento do piso, mas o forro não teve reparos. Entre o acervo do museu estão fragmentos arqueológicos e objetos históricos da época da fundação do Amapá. Tudo isso fica guardado, sem acesso do público, como diz Rinclay Ribeiro, de 35 anos, que mora há 7 anos na capital e nunca conheceu o interior do local. "Gostaria de visitar porque dizem que tem muitas peças da época que foi fundada Macapá e é um dos prédios mais antigos da cidade. A gente precisa disso para saber mais sobre a nossa história e seria bom para o turismo também", afirmou o morador. O local foi fundado no século 19, com o nome em tributo ao médico e diplomata gaúcho que escreveu a obra "L’Oyapoc et L’Amazone" (1861), usada na elaboração da defesa apresentada por Barão do Rio Branco, ao definir os direitos do Brasil na questão de limites com a França em 1900. No acervo também se encontram urnas funerárias dos povos indígenas Maracá e Cunani encontradas em escavações arqueológicas; objetos pessoais do primeiro governador do Amapá, Janary Gentil Nunes e também de Francisco Veiga Cabral, que ganhou destaque na luta pela defesa da fronteira. Infiltração na estrutura do museu Joaquim Caetano Victor Vidigal/G1 Para ler mais notícias do estado, acesse o G1 Amapá.

Em breve novidade aqui!!!

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