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Familiares de pacientes registram falta de limpeza, medicamentos e demora por cirurgias no Hcal

24 Fevereiro 2020

Rielly Matos, internada com aneurisma cerebral, espera há quase 100 dias por cirurgia. Sesa deve agendar procedimento a partir de quinta-feira (27). Para os outros problemas, não há prazo.
Hospital de Clínicas Alberto Lima (Hcal), em Macapá Fabiana Figueiredo/G1 Internada há quase 100 dias em hospitais do Amapá, a jovem Rielly da Cruz Matos espera uma cirurgia emergencial para tratamento de aneurisma no lado direito do cérebro. Ela não é a única nessa situação. Acompanhantes também relatam a demora para realização de cirurgias, além da falta de medicamentos e de higiene no Hospital de Clínicas Alberto Lima (Hcal), em Macapá. No caso de Rielly, ela foi internada no dia 18 de novembro no Hospital de Emergências (HE) de Macapá. Dez dias depois foi transferida ao Hcal, onde permanece sem poder sair do leito desde então. Em nota, a Secretária de Estado da Saúde (Sesa) informou que está garantida a cirurgia da paciente em um hospital particular da capital. O agendamento será feito a partir de quinta-feira (27), assim que chegar o material específico para o procedimento. "A solicitação acontecerá [...] quando a empresa que fornece para o hospital particular retornar do recesso [de carnaval]. Desde que tomou conhecimento do fato a Sesa cadastrou a paciente no sistema de regulação em dois estados do país, mas houve negativa devido a falta do material específico", justificou a Sesa. Paciente Rielly da Cruz Matos, de 25 anos, em vídeo para as redes sociais Redes sociais/Reprodução Rielly publicou em rede social um vídeo falando da própria situação e pedindo ajuda. A paciente precisa de um tratamento de urgência de embolização do aneurisma cerebral que não é feito no Hcal por falta do aparelho ultrassônico para realização da cirurgia. Rielly conta que já entrou com o pedido de Tratamento Fora de Domicílio (TDF) mas o processo não avançou. "Minha família já entrou na Justiça Federal, Estadual... entramos com o pedido de TFD só que eles simplesmente dizem que eu tenho que ir mas para fazer eu preciso de um avião particular com UTI, médicos e um enfermeiro de acompanhante pelo meu caso ser de urgência. O médico já deu um laudo de urgência mas ainda não foi resolvido", explicou. Familiares de pacientes reclamam de falta de limpeza, medicamentos e demora de cirurgias Em situação semelhante está a paciente Enilda Rocha Rodrigues, de 41 anos. Vítima de um acidente de trânsito com escalpelamento, ela espera uma cirurgia de urgência na coluna cervical desde 27 de janeiro. De acordo com uma familiar, o Hcal alega que não há material cirúrgico necessário. A administradora Luciane Brito se emocionou ao relatar a situação da mãe, de 63 anos, que foi internada há 20 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) devido a uma infecção pulmonar aguda. Segundo ela, remédios e exames são pagos do próprio bolso para manter a vida da mãe. "Minha mãe está há 20 dias na UTI e não tem exames básicos como de sangue e urina para ela, eu tenho que pagar tudo. Em uma semana já gastei mais de R$ 1 mil reais. Não tem remédios, os familiares que têm que comprar", relatou Luciane. Ela descreveu, por exemplo, que um dos remédios em falta é a albumina humana. Administradora Luciane Brito relata situação da mãe Rede Amazônica/Reprodução A Sesa disse que os medicamentos faltantes já foram providenciados e que espera a entrega por parte dos fornecedores. Além da demora de cirurgias e falta de medicamentos, a higiene precária da unidade também gera reclamações de acompanhantes. De acordo com eles, os terceirizados estão há meses sem receber salário o que prejudica a limpeza e provoca risco de infecção hospitalar. Um vídeo exibido no JAP1 desta segunda-feira (24) mostra o prejuízo da falta de limpeza no HE. Uma das lixeiras aparece cheia de lixo, e pessoas fazem o recolhimento do material. Eles seriam acompanhantes de pacientes. Não se sabe a data de gravação das imagens. Sobre o assunto, a Sesa disse, por meio de nota, que na sexta-feira (21) foi realizado o pagamento referente ao mês de janeiro aos terceirizados, e que os pagamentos em aberto do ano passado estão em processo de migração para o novo sistema implantado. "Assim que finalizado, a Sesa irá efetuar os repasses de acordo com o cronograma financeiro e orçamentário da secretaria. A Sesa está em tratativas com a empresa para realização do serviço e também comunica que o percentual de 30% dos funcionários não está sendo cumprido", informou a Sesa. Para ler mais notícias do estado, acesse o G1 Amapá.

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