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Isolada e sem voo, família de SP de férias no Amapá lamenta não ter como voltar para casa

27 Março 2020

Grupo com mãe, pai e filha teve voos cancelados por empresas que reduziram demanda devido à pandemia do novo coronavírus. Suzy Gonçalves (em primeiro plano) junto com
marido e filha ao fundo Arquivo Pessoal Uma família do interior de São Paulo, que estava de férias em Macapá, foi do sonho ao pesadelo em uma semana. Pai, mãe e filha não têm como voltar para casa devido à suspensão de voos no aeroporto da capital provocada pela pandemia do novo coronavírus. Anac divulga malha aérea que vai operar em meio à crise; voos passam de 14,7 mil para 1,2 mil A família está desde sábado (21) no estado, com passagens de volta marcadas para a quinta-feira (26) e esta sexta-feira (27). A filha Bruna Okada, de 34 anos, relata que na quarta-feira (25) foi fazer o check-in on-line e viu que o voo da companhia Azul estava remarcado para 12 de maio. Sem saber o que fazer, foram até o Aeroporto Internacional de Macapá em busca de respostas - as outras duas passagens são da Latam -, mas não conseguiram solucionar o problema. "No aeroporto não tinham atendentes de todas as companhias aéreas. O funcionário da Azul disse que só vai ter voo em maio, na Latam ainda tá tendo voos mas está muito cheio e eles não conseguem reagendar para agora e não tem previsão de próximos voos. A Gol estava vendendo passagem, mas não era certeza que esses voos vão sair", relatou. Passagens de volta para São Paulo de Suzy e do marido Suzy Gonçalves/Arquivo Pessoal Bruna está acompanhada do pai José Carlos de Moraes, de 58 anos, e da mãe Suzy Gonçalves, de 59 anos. Todos não escondem o nervosismo com a situação e só pensam na volta para casa. À espera de uma resposta, eles têm o aluguel de um kitnet por mais dois dias e não sabem como conseguir dinheiro depois disso. "Sou a única com emprego fixo na família. A gente juntou o dinheiro para curtir alguns momentos de prazer, foi tão programado que estava contado o valor, mas eu nunca imaginei na minha vida que isso ia acontecer", desabafou Suzy, que é enfermeira. A ideia da família é ficar no aeroporto até surgir um voo para qualquer cidade que tenha rodovia, porque com isso, segundo Suzy, eles conseguem ir de carro até o município de Salto, em São Paulo, onde residem. O Amapá não tem ligações terrestres com outros estados. Guichês vazios da companhia aérea Azul no aeroporto de Macapá Suzy Gonçalves/Arquivo Pessoal Em nota, a Azul informou que todos os voos para Macapá estão suspensos até 30 de abril devido ações de contenção à Covid-19. A empresa informou medidas que os passageiros com viagens domésticas podem fazer. "Alterar a viagem, sem taxas, mas com a cobrança da diferença tarifária; cancelar a viagem, deixando o valor como crédito para outros voos com a Azul, sem a aplicação de taxas por esse cancelamento; clientes prejudicados pelas alterações e que optem pelo reembolso poderão receber o valor em 12 meses", informou a companhia aérea. O G1 também solicitou resposta sobre o caso à Latam, mas até última atualização desta reportagem não obteve resposta. De São Paulo para Macapá A situação da família de Suzy se repete de forma contrária com a jornalista da Rede Amazônica Jéssica Rabelo, que está de férias em São Paulo desde segunda-feira (16). Ela diz esperar há mais de uma semana por voos de volta à Macapá. "Desde sábado [21] que estou tentando retornar. Mas sempre a companhia remarca o voo e depois é cancelado, isso já aconteceu três vezes. A última previsão que eu tenho e de retornar no dia 31 de março, mas não é certo que eu consiga ir embora", detalhou. Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) confirmou nesta sexta-feira que apenas as companhias aéreas Gol e Latam vão operar no Amapá durante o mês de abril. Fachada do aeroporto de Macapá, no Centro de capital John Pacheco/G1 Para ler mais notícias do estado, acesse o G1 Amapá.
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