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Com maior taxa de incidência da Covid-19 do país, AP tem 21,5% das moradias em situação precária

23 Mai 2020

Casas construídas sobre regiões de ressaca, ocupações e outras áreas de risco são realidades para 36,8 mil famílias no estado, segundo dados do IBGE. Pontes de madeira ligam
moradias de madeira em área alagada na Zona Sul de Macapá John Pacheco/G1 Características nas áreas alagadas dos maiores municípios do Amapá, as casas e barracos de madeira construídos nas regiões de periferia, compõem a maior parte das chamadas "aglomerações subnormais", estruturas que correspondem a 21,5% das moradias do estado, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além das palafitas nas áreas de ressacas, também são classificados como moradias irregulares as ocupações e loteamentos. Ao todo, são 36.835 locais nessa situação, com base em dados de 2019 do instituto. LOCKDOWN: Amapá tem isolamento mais rígido; Macapá implanta rodízio de veículos AO VIVO: Veja as últimas notícias sobre o coronavírus no Amapá MAPA DO CORONAVÍRUS: Confira as cidades infectadas pelo país Junto da precariedade, os locais, na maior parte, são de difícil acesso e tem fornecimento mínimo de saneamento básico e serviços essenciais, que podem agravar a contaminação pelo novo coronavírus. O Amapá registra, segundo mapa do Ministério da Saúde, a maior taxa de infectados do país, com 668,7 casos a cada 100 mil habitantes. Quatro vezes mais que a média nacional. O levantamento de moradias precárias foi feito, inicialmente, para preparação da operação do Censo Demográfico 2020, cujo processo foi suspenso devido à pandemia do novo coronavírus. A divulgação dos aglomerados subnormais, no entanto, foi antecipada como forma de ajudar o poder público na elaboração de políticas para o enfrentamento à Covid-19. Ponte foi improvisada para a passagem de moradores do bairro Marabaixo 4 Rede Amazônica/Reprodução Macapá concentra 70% do total desse tipo de moradias no estado. O bairro com maior índice é o Marabaixo 4, na Zona Oeste da capital, com 2.047 aglomerações subnormais. Também ultrapassam a média de mil habitações precárias ocupadas, outras três áreas periféricas da cidade: Ressaca Chico Dias, no bairro Congós (2.035 domicílios) Ressaca do Muca, no bairro Muca (1.994 domicílios) Baixada Japonês, no bairro Cidade Nova (1.913 domicílios) Num panorama nacional, o Amapá aparece como o 3º estado com a maior proporção de domicílios em aglomerações subnormais, atrás do Amazonas (34,59%) e Espírito Santo (26,10%). A menor taxa é em Mato Grosso do Sul (0,74%). O município de Vitória do Jari, no sul do estado, é o que apresenta a maior proporção de domicílios subnormais do país, com 74% de todas as moradias em aglomerados no entorno do Rio Jari. De acordo com o IBGE, os locais subnormais estão em "terrenos públicos ou privados, caracterizados por um padrão urbanístico irregular, com carência de serviços públicos essenciais e localização em áreas que apresentam restrições à ocupação". Casas no município de Vitória do Jari, no Amapá John Pacheco/G1 Distância dos serviços de saúde Reunidos em um mapa interativo, os dados levantados pelo IBGE buscaram apontar a distância aproximada que estes aglomerados têm dos serviços de saúde no município onde estão inseridos. Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá Initial plugin text
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