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Contaminação pela Covid-19 em Macapá pode ser 13 vezes maior e ter atingido 10% da população, aponta pesquisa nacional

26 Mai 2020

Levantamento da Universidade de Pelotas fez entrevistas e testagens no Amapá. Projeção aponta que mais de 30 mil na capital podem não saber que têm a doença. Pesquisa
fez testes rápidos em parte da população entrevistada Divulgação/Prefeitura de Jundiaí Em Macapá, 9,7% da população de 503,3 mil habitantes está ou esteve infectada pelo coronavírus em algum momento da pandemia. São cerca de 50 mil casos - 13 vezes acima das estatísticas oficiais – de acordo com a 1ª etapa nacional de uma pesquisa coordenada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). O levantamento foi realizado durante uma semana, entre 14 e 21 de maio, para testar a presença da doença na população de 133 municípios de todo o país, sendo a capital e Oiapoque no Amapá. Excluindo casos suspeitos e à espera de exame, mais de 30 mil moradores de Macapá têm ou tiveram a infecção pelo coronavírus e podem nem saber. A pesquisa entrevistou 500 habitantes no estado, inclusive com aplicação de testes rápidos e na capital quase 10% apresentaram anticorpos. Em Oiapoque, o índice foi de 3,8%. Os domicílios e as pessoas testadas foram escolhidos por sorteio. A maior incidência de casos foi identificada na Região Norte, sendo Macapá a 5ª cidade e a 3ª capital com situação mais crítica. De acordo com os dados oficiais da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS), Macapá tem 3.615 casos confirmados e quase 100 mortes. Os dados são até a segunda-feira (16). Em todo o Amapá, são 6,5 mil infectados. A capacidade de análise de testes no estado é de 1,4 mil amostras por semana, com resultado médio de entrega de 20 dias. Além dos casos confirmados, outros 8,5 mil aguardam resultado de exames e 7,8 mil foram apontados pelos municípios como suspeitos. Estudo inédito O estudo é inédito no Brasil e acontece por meio de uma parceria com o Governo do Estado, a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e outras universidades. Além de possibilitar um monitoramento da evolução da doença, acredita-se que será possível fazer projeções mais acuradas sobre o cenário da pandemia. Junto a isso, tendo amostras como base, autoridades poderão tomar decisões sobre medidas de isolamento social e estimativas de tempo para o retorno da população a rotina. Initial plugin text Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá
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