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Após 70 dias de pandemia, violência contra mulher reduz 52% no AP

01 Junho 2020

Município de Santana teve maior taxa de queda, com 61%. Denúncia pode ser feita pela internet. Violência contra a mulher Divulgação/Ministério Público do Pará Entre os dias 20 de
março e 28 de maio, a Polícia Civil do Amapá realizou um balanço sobre a violência doméstica no estado, e confirmou uma queda de 52% nos casos em comparação com o mesmo período de 2019. Entre os motivos, estaria o baixo consumo de bebida álcoolica. Nos três maiores municípios, Santana apresentou a maior taxa de queda: 61%; seguido por Macapá, com menos 54% dos casos; e Laranjal do Jari, que teve redução de 41% nos registros. Após 70 dias de pandemia, violência contra mulher reduz 52% no Amapá Comparativo em números exatos Macapá 2019: 1644 registros 2020: 757 registros Santana 2019: 519 registros 2020: 202 registros Laranjal do Jari 2019: 169 registros 2020: 100 registros Uberlândio Gomes, delegado-geral de Polícia Civil John Pacheco/G1 O levantamento foi feito pelo Núcleo Setorial de Planejamento da corporação. O delegado-geral Uberlândio Gomes, explica que o isolamento social e restrição da venda de bebida alcoólica podem ter influenciando na queda, assim como operações da Polícia Civil. "Como os bares e boates restringiram a comercialização de bebida, o homem não vai frequentar esse ambiente. Uma vez frequentado, ele vai lá, ingere álcool e volta para casa e por vezes chega embriagado. Aí acaba entrando em conflito com a sua esposa. O que culmina numa violência doméstica, seja física, moral, psicológica, sexual ou patrimonial", disse. "Além disso, as reiteradas operações da Polícia Civil. São ações temáticas relacionadas a delitos, que fizemos por diversas vezes voltadas especificamente para prender infratores de violência doméstica. Ele [agressor] sabe que hoje, praticando o crime de violência doméstica, será punido de forma exemplar", completou o delegado. Renata Apóstolo Santana, secretária extraordinária de Políticas Públicas para Mulheres Rede Amazônica/Reprodução Embora os números venham tendo queda, de acordo com a secretária extraordinária de Políticas Públicas para Mulheres, Renata Apóstolo Santana, os dados oficiais não contam as subnotificações que são uma realidade no estado. "Não trabalhamos apenas com os dados oficiais. O registro no Amapá mostra que não houve aumento de violência, mas trabalhamos com as subnotificações e elas chegam através dos pedidos nas redes sociais, dos pedidos de amigos, ligações telefônicas e mensagem anônimas. Então, é importante ligar e denunciar", explicou Renata. Delegacia da Mulher, em Macapá Danillo Borralho/Rede Amazônica Os crimes mais registrados nas delegacias são de ameaça, lesão corporal, vias de fato, injúria, perturbação da tranquilidade, dano e descumprimento de medida protetiva. A denúncia pode ser feita de forma anônima pelo 190, no número nacional 180 ou por meio do contato 98409-0863 disponibilizado pela Secretaria Extraordinária de Políticas Públicas para Mulheres. Além disso, o boletim on-line também é feito no site "policiacivil.ap.gov.br". No endereço virtual ainda é solicitar um pedido de medida protetiva de urgência. Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá
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