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Justiça nega liberdade a presos em operação que investiga fraudes na Secretaria de Saúde do AP

05 Junho 2020

Empresário, servidora da Sesa e a filha dela vão seguir presos temporariamente. Ação apura pagamento de propina para celeridade em pagamentos para fornecedora de material. Operação Vírus Infecto -
Viatura em frente à sede da Secretaria de Saúde do Amapá Danillo Borralho/Rede Amazônica O juiz federal João Bosco Soares indeferiu o pedido de revogação da prisão preventiva de Nivaldo Aranha da Silva, dono da Equinócio Hospitalar, de Rosângela de Jesus Silva, funcionária da Secretaria de Estado da Saúde do Amapá (Sesa) e da filha dela, Nataly Catharyne Gurgel da Silva. De acordo com a decisão, os 3 foram presos na operação Virus Infectio, da Polícia Federal (PF), em 29 de maio. As investigações apontam que o empresário Nivaldo Aranha repassou dinheiro para servidora da secretaria de saúde, para que ela agilizasse a liberação de pagamentos de contratos para Equinócio Hospitalar, que fornece EPIs para o governo estadual. Rosângela, de acordo com a PF, usava a conta bancária da filha Nataly Silva para receber o dinheiro. O magistrado declarou na decisão que não verificou qualquer vício na decretação da prisão preventiva, tampouco razão para substituí-la por outras medidas cautelares. A Rede Amazônica não conseguiu localizar o advogado Nivaldo Aranha. O advogado Maurício Pereira, que defende Rosângela de Jesus e Nataly Gurgel, negou que as duas tenham cometido crime e que o valor recebido foi de uma ajuda do empresário. "Ela é servidora pública há mais de 30 anos e é lotada no setor de planejamento [da Sesa] e não tem nenhuma influência em licitações e contratos, mas tem uma filha, a Nataly, que estava na Argentina estudando medicina numa faculdade pública, e com a pandemia ficou ilhada lá e precisava voltar. A dona Rosângela precisava de uma ajuda e o empresário deu, em duas remessas: uma de R$ 1,5 mil e outra de R$ 2,6 mil. Isso não caracteriza corrupção", declarou o advogado. Justiça nega liberdade a presos em operação que investiga fraudes na Secretaria de Saúde No mesmo dia da operação, o governo se manifestou sobre a ação, que permaneceu mais de 6 horas no prédio da Sesa. O Executivo explicou que aguarda por parte dos órgãos de controle o esclarecimento das possíveis irregularidades apontadas nas investigações, e que segue diretrizes para aplicação correta dos recursos públicos. Detalhou ainda que a servidora envolvida nas denúncias foi afastada e será submetida a Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apuração da conduta. “A gestão estadual atual de forma constante na fiscalização e aplicação de recursos públicos, em especial aqueles destinados ao enfrentamento da pandemia do coronavírus, seja através de Controladoria-Geral do Estado, no monitoramento de todos os processos, seja pela Polícia Civil, além de somar-se a atuação dos órgãos de controle externo sobre tais processos”, diz trecho a nota. Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá
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