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Preso diz que esquartejou idosa para vingar morte da neta dela; polícia continua investigação

03 Julho 2020

Vanilce Coutinho foi encontrada morta em 25 de maio, com partes do corpo dentro de uma mala. A neta, de 12 anos, foi assassinada 1 mês antes da mesma
forma. Jovem foi preso na quarta-feira (1º) e assumiu autoria. Polícia prende jovem que assumiu ter matado e esquartejado idosa em habitacional de Macapá O jovem de 21 anos, preso na quarta-feira (1º), que assumiu o assassinato de Vanilce Ester da Silva Coutinho, de 63 anos, no mês de maio, declarou à Polícia Civil que o crime foi praticado por vingança. O caso aconteceu no Conjunto Macapaba, na Zona Norte de Macapá, no dia 25 de maio. O corpo da idosa foi esquartejado e colocado dentro de uma mala no apartamento onde ela vivia. A neta de Vanilce, de apenas 12 anos, também foi morta da mesma forma cerca de um mês antes, em 30 de abril - até o momento, não há autoria para este crime. "Ele confessou ter sido o responsável pela morte da Vanilce. Ele disse que a motivação foi vingança pela morte da menina. Entretanto ainda tem mais a se investigar. A gente não pode simplesmente pegar o interrogatório dele e considerar tudo como verdade. Pode ser que exista outra motivação. [...] Ele tem a convicção de que foi a avó que matou a criança", declarou a delegada Marina Guimarães, que conduz a investigação pela Delegacia de Crimes Contra a Mulher (DCCM). Movimentação policial no apartamento de Vanilce no dia em que ela foi encontrada morta Kelison Neves/Rede Amazônica O suspeito de 21 anos foi preso com 83 porções de crack dentro do apartamento onde mora no mesmo habitacional, durante uma operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) com a Polícia Civil. As instituições trocaram informações para que se chegasse ao jovem que foi preso em flagrante por tráfico de drogas. O Bope detalhou que ocorreram duas prisões por tráfico de drogas na noite de quarta-feira, no conjunto Macapaba. O suspeito de 21 anos foi questionado sobre a morte e confessou o homicídio, que, segundo ele, ocorreu com ajuda de outro jovem, de 19 anos, morador do mesmo bloco, que não foi localizado. Na entrevista coletiva realizada à tarde, a DCCM afirmou que acredita que outras pessoas participaram desse crime. "Ele se limitou a dizer que viu Vanilce chegando no residencial, estava com outro colega, os dois entraram na onda e disseram que iam matá-la. [...] Vamos continuar o inquérito para investigar porque existem mais pessoas envolvidas e a gente vai chegar [nelas]", disse Marina, acrescentando que o preso não demonstrou arrependimento do que fez. Major Kléber Silva, comandante do Bope (à esquerda), e as delegadas Marina Guimarães (no centro) e Sandra Dantas (à direita) Polícia Civil/Divulgação Ele deve responder pelo crime de homicídio qualificado. A investigação sobre o assassinato da neta da idosa é conduzida pela Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca). A titular da DCCM, delegada Sandra Dantas, reforçou, no entanto, a necessidade das denúncias para ajudar a elucidar ambos os casos. "Nós temos sigilo da testemunha. Eu sei que é complicado. São apartamentos muito perto um do outro, que com certeza dá pra ouvir um grito. Essa mulher deve ter sofrido demais, gritado demais, e com certeza muitas pessoas ouviram. Mas exatamente por medo de represália, evitam se identificar e até nos ajudar. Não pode ficar impune um crime tão bárbaro como esse. Outras pessoas podem até ser vítimas. A polícia precisa ser ajudada. As pessoas precisam colaborar", comentou Sandra. Investigação Antes de ser assassinada, a idosa foi ouvida pela Polícia Civil a respeito da morte da neta. Em depoimento, segundo a corporação, ela relatou ameaças, mas o motivo não foi informado. "Ela [Vanilce] foi ouvida mais de uma vez e nos procurou no dia 25 [dia da morte] para ir na casa dela. Ela sabia que estava correndo o risco de ir para lá [Macapaba], pois já tinha recebido ameaças. O 'pessoal' das redondezas tinha feito ameaças diretamente a ela, que se ela voltasse algum mal poderia acontecer”, detalhou em 27 de maio a delegada Marina Guimarães. Ainda de acordo com a Polícia Civil, há referências de vizinhos e familiares de que a neta era agredida pela avó, mas nada que possa indicar que ela tenha matado. *Com informações da Rede Amazônica Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá
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