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Ministério Público do AP denuncia advogado por espalhar 'fake news' contra desembargador afastado

08 Julho 2020

De acordo com a decisão desta quarta-feira (8), Cícero Bordalo Júnior teria mentido em um vídeo postado em rede social ao falar que decisão do CNJ contra Manoel Brito
foi por venda de sentença e relações ilegais com advogados. Cícero Bordalo, advogado denunciado pelo MP-AP por propagação de fake news John Pacheco/G1 O Ministério Público do Amapá (MP-AP) denunciou nesta quarta-feira (8) o advogado Cícero Bordalo Júnior por propagação de 'fake news' contra o desembargador Manoel Brito, afastado por 2 anos Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em um processo que avaliava favorecimento a políticos. De acordo com a decisão de hoje, Bordalo teria mentido em um vídeo postado em rede social no dia 1 de julho, ao falar que o desembargador havia sido afastado por venda de sentença e relações ilegais intermediadas por advogados. Ao G1, o advogado negou que tenha praticado"fake news" e disse que vai pedir a prisão do desembargador pelos crimes que foi denunciado. Initial plugin text No vídeo (que pode ser visto acima), o advogado pede que o MP-AP, CNJ, Supremo Tribunal Federal (STF), Polícia Federal (PF) e Superior Tribunal de Justiça (STJ), apurem quem são os advogados que teriam intermediado decisão que o desembargador supostamente teria vendido e pela qual teria sido afastado. "Ontem, um desembargador foi afastado acusado de venda de sentença, de venda de decisão. Então, eu gostaria que o Ministério Público Estadual apontasse agora quem é o intermediário dessa transação, qual é o advogado que está envolvido ou quais advogados que estão intermediando esssa negociação", diz Bordalo na publicação. Segundo a denúncia assinada pelo promotor de Justiça Criminal Felipe Menes, a decisão do CNJ apura uma falta administrativa devido Brito ter proferido uma decisão após o encerramento do turno dele de plantonista. O documento descreve que o advogado cometeu os crimes de calúnia e injúria, com agravamento de ter sido contra um funcionário público no exercício da função, com idade maior de 60 anos, portador de doença grave e praticado por meio da internet. A decisão também descreve que Bordalo fez postagens de imagens no perfil pessoal no Facebook com dizeres: "Ele que lute, menos um corrupto. Viva o Brasil". A denúncia do MP-AP encerra pedindo que o documento seja encaminhado para uma das varas criminais de Macapá a fim de que seja feito o processamento. Manoel Brito, desembargador do Amapá Tjap/Divulgação Decisão do CNJ contra desembargador No dia 30 de junho, o CNJ impôs que o desembargador Manoel Brito, do Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap) fosse afastado por 2 anos e continuasse recebendo salário, após avaliar um processo sobre favorecimento a políticos. Na data, o filho e advogado do desembargador, Auriney Brito declarou que "a decisão perdeu completamente o objeto" e que "o desembargador pediu a aposentadoria 4 meses atrás e hoje aguarda essa definição afastado do cargo por determinações médicas". Ainda acrescentou que a defesa vai "trabalhar para restabelecer a verdade no processo". Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá
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