-->

Reserva ambiental no AP registra morte de peixes e arraias; gerente denuncia envenenamento

10 Julho 2020

Administração da RPPN Revecom relatou à polícia que pescadores usaram substâncias tóxicas para matar os animais com mais facilidade. Espécies de peixes encontradas mortas às margens do
Rio Amazonas RPPN Revecom/Divulgação A gestão da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Revecom, localizada em Santana, a 17 quilômetros de Macapá, denunciou à polícia e órgãos ambientais que o riacho do local, próximo ao Rio Amazonas, sofreu um possível envenenamento após centenas de peixes e outros animais, como arraias, serem encontrados mortos na água. O proprietário da Revecom, Paulo Amorim, relatou um forte cheiro de veneno para cupim no local, substância, que segundo ele, é fatal para animais de sangue frio, como os peixes. Mesmo assim, diz não ter certeza da substância utilizada. Ele acredita ter sido um crime ambiental feito por pescadores da região para pegarem os peixes com mais facilidade. Paulo Amorim, administrador da Reserva John Pacheco/G1 Amorim completou que os autores do crime aproveitaram a baixa segurança da reserva, reduzida devido à pandemia de Covid-19. “Esses animais são resultados de uma série de intervenções nossas durante 20 anos. Esse igarapé era assoreado e conseguimos recuperá-lo, transformando em um igarapé de várzea. Agora temos um trabalho 20 anos perdido. Para recuperar toda a vida que tinha aqui, vamos levar de 15 a 20 anos de novo”, lamentou. No igarapé viviam peixes como branquinha, pirapitinga e espécies como arraias. O riacho deságua no Rio Amazonas. Amorim revelou que marcas de canoa e rastros com peixes mortos foram encontrados. “Entramos em contato com o Batalhão Ambiental da Polícia Militar, mas infelizmente ainda não vieram. Fui informado que só poderão vir aqui na segunda-feira, até lá já se foi a emergência", criticou. Arraia encontrada morta em área alagada dentro da reserva RPPN Revecom/Divulgação O G1 tenta contato com o Batalhão Ambiental da Polícia Militar, mas até a última atualização desta reportagem não houve retorno. O gestor da reserva explicou que mesmo envenenados, os peixes foram retirados provavelmente para consumo humano. Ele contou ainda que vários urubus estão se alimentando no riacho que já passa problemas com despejo irregular de esgoto. A reserva também enfrenta problemas financeiros há algum tempo e chegou a realizar uma vaquinha para arrecadar fundos. Sede da Revecom no Amapá Reprodução/Facebook Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá
We use cookies to improve our website. Cookies used for the essential operation of this site have already been set. For more information visit our Cookie policy. I accept cookies from this site. Agree