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Estudo no AP mostra velocidade do contágio pelo coronavírus em cidades, bairros e endereços

11 Julho 2020

Levantamento tem dado suporte no monitoramento e ajuda a caracterizar o identificar da pandemia desde os primeiros casos em março. Mapeamento do Iepa busca dar precisão à casos de
Covid-19 em bairros e endereços no Amapá Uma pesquisa feita no Amapá está mapeando por municípios, bairros e endereços os casos confirmados de novo coronavírus no estado. O estudo mostra a velocidade de contágio da doença e tem dado suporte no monitoramento das secretarias de saúde estadual (Sesa) e do município de Macapá (Semsa). O trabalho vem sendo feito pelo Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa) desde a 1ª quinzena de março. O mapa está disponível no site (iepa.ap.gov.br/covid). Os dados usados na construção do mapa são do Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública (Coesp). A geóloga Valdenira Ferreira, especialista em geoprocessamento, detalha que o trabalho requer um processo de sistematização em planilhas dos dados recebidos pelo Coesp, para que todas as informações fiquem em conformidade antes da inserção no mapa. "Esses dados são sistematizados em uma planilha, os números são checados, porque às vezes vem com erro de grafia, então tem que fazer uma harmonização da informação. A partir disso, espacializamos os dados por municípios, bairros e endereços, dependendo das informações que temos", explicou. Interface do site onde estudo está disponível Iepa/Divulgação O processo de identificação dos endereços é difícil, segundo a pesquisadora, devido aos nomes de ruas e comunidades semelhantes em cidades e distritos do estado. Em função disso, ocorre uma defasagem dos dados divulgados pelo governo para os que estão na espacialização feita pelo estudo. Para a localização exata dos endereços onde estão os infectados confirmados com o novo coronavírus, a equipe se baseia no conhecimento particular dos membros da pesquisa e informações do Exército Brasileiro e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema). Município de Oiapoque, no extremo norte do Amapá Reprodução/Rede Amazônica O estudo identificou que os primeiros casos da doença foram confirmados no Centro de Macapá, se expandindo aos bairros da orla e próximos da região central. Em maio, atingiu áreas periféricas da capital. Após isso, se espalhou para comunidades rurais em torno de Macapá e Santana, ao mesmo tempo em que Oiapoque, Porto Grande, Pedra Branca do Amapari e o Vale do Jari tiveram os primeiros casos confirmados. De acordo com o Iepa, o Amapá está há cerca de 20 dias no "pico" dos números da doença, mas de forma estável. Não há uma previsão para que inicie uma queda considerável dos linha de infectados. A também especialista em geoprocessamento, Cláudia Funi, explica que a pesquisa será importante para o futuro em novos casos de epidemias ou pandemias, porque consegue visualizar a velocidade do contágio e determinar que não existe um padrão na proliferação do vírus. "Vai servir para a gente conseguir dar uma resposta mais rápida e se preparar melhor em casos posteriores. Nas 4 primeiras semanas epidemiológicas, por exemplo, a gente foi de 4 a 5 bairros com casos para a totalidade de bairros de Macapá e Santana", detalhou. Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá
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