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Com perfis falsos no WhatsApp, criminosos fraudam compras pela web; saiba como identificar

13 Julho 2020

Golpista usa imagens de políticos, advogados e médicos, para conseguir dinheiro através de transferências bancárias. Polícia Civil registrou 15 denúncias do tipo em junho. Pessoa utilizando Whatsapp; aplicativo é
usado no crime Christian Wentz/G1 O golpe da "pessoa de renome", quando o criminoso cria um perfil nas redes sociais com a foto de alguém conhecido para conseguir dinheiro de uma vítima, tem se tornado frequente no Amapá. No mês de junho, a Polícia Civil registrou 15 denúncias da fraude. Geralmente o golpista seleciona fotos de médicos, advogados, servidores públicos, dentistas e políticos. Na prática do crime, as principais mídias sociais usadas são o Facebook, Whatsapp e Telegram. O modus operandi funciona da seguinte forma: o criminoso compra um chip de celular do Amapá e cria uma conta na rede social com a foto da pessoa de renome. Após isso, ele acessa sites de compra e venda e demonstra interesse em adquirir um produto. Durante a negociação, ele envia um comprovante de transferência bancária fraudado. A vítima, acreditando se tratar de uma pessoa de confiança, entrega o produto a um comparsa que vai buscar, sem antes verificar a confirmação da transação. Leandro Leite, delegado-adjunto da 6ª DP de Macapá Arquivo Pessoal O delegado-adjunto da 6ª Delegacia de Polícia (6ª DP) da capital, Leandro Leite, fala também que é comum o golpista enviar mensagens a parentes e amigos da pessoa de renome para pedir empréstimos de dinheiro urgentes. "Ele fala: 'olha, esse número meu é novo, a minha conta no caixa foi bloqueada será que você tem como fazer uma transferência daqui a pouco eu já te mando o dinheiro?'. A vítima deposita o dinheiro na conta, que geralmente é fora do estado", detalhou. As contas bancárias são de estados como São Paulo, Goiás e Ceará. A corporação orienta o cidadão sempre checar se a transação bancária foi confirmada na conta, nunca acreditar em pedidos de empréstimos sendo feitos por meio de números desconhecidos e ligar ou pedir uma mensagem de voz a pessoa que solicitou a quantia. "A Polícia Civil adota uma metodologia de engenharia reversa, que consiste em entender o fato criminoso, desconstruir ele e levar ao conhecimento da sociedade. Quanto mais pessoas souberem como o crime funciona menos vítimas nós teremos", ponderou o delegado. Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá
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