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Produção agrícola do AP deve aumentar 24% e superar 62,9 mil toneladas em 2020, prevê IBGE

13 Julho 2020

Estimulada pelo crescimento da soja, safra deve bater novo recorde. Soja corresponde a mais de 90% da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas no estado Divulgação/Aprosoja O Amapá encerrou
o 1º semestre com previsão de alta na produção agrícola para 2020, de acordo com a estimativa mensal da safra feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em junho. A colheita para o ano deve atingir 62,9 mil toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas. A quantidade é 4,3% maior que a divulgada em maio e 23,9% superior à safra 2019, ou seja, o estado terá aumento na produção das principais culturas neste ano mesmo com a pandemia de Covid-19. Entre os cereais, leguminosas e oleaginosas, o carro-chefe é a soja, responsável por 59,5 mil das 62,9 mil toneladas esperadas para o ano. A colheita do grão deve bater novo recorde, com alta de 24%. A produção de outros grãos, como arroz (1.056 toneladas), feijão (950 toneladas) e milho (1.380 toneladas) também deve ser maior que a colhida no ano passado: 28,8%, 18% e 21,3%, respectivamente. Milho, assim como arroz e o feijão, devem produzir mais em 2020 Pedro Ventura/Agência Brasília A divulgação mensal da produção pelo IBGE integra o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), que aponta que a contribuição amapaense corresponde a menos de 0,1% da safra nacional. Mesmo com participação mínima, a safra do Amapá supera a de outros estados desenvolvidos, como Amazonas, Rio de Janeiro e Espírito Santo. “Entre os estados, o Mato Grosso deve continuar na liderança como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 28,4%, seguido pelo Paraná (16,4%)”, publicou o IBGE. O LSPA também fez a estimativa da safra de outras culturas no Amapá, onde a mandioca (14,9%) e a banana (4,2%) devem encerrar 2020 com alta na colheita. A queda fica por conta da laranja (-1,9%). “O produtor brasileiro está sempre investindo mais em tecnologia e na ampliação de área de plantação. Com toda essa instabilidade econômica, que eleva o dólar, ele planta porque sabe que seu produto, principalmente soja e milho, são corrigidos em dólar, então o preço está sempre bom. Isso vem gerando recordes sucessivos na safra”, comentou, na divulgação dos dados, Carlos Antônio Barradas, analista de Agropecuária do IBGE. Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá
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