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Por ser do grupo de risco, justiça mantém prisão domiciliar de PM condenado por homicídio no AP

11 Agosto 2020

Dilermando do Carmo foi sentenciado em abril de 2019 a 12 anos em regime fechado, mas ficou menos de uma semana no presídio. Detenção em casa iniciou em julho.
Justiça decide que ex-PM segue em prisão domiciliar por homicídio devido estado de saúde O juiz João Matos Júnior, da Vara da Execuções Penais (VEP) do Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap), decidiu manter a prisão domiciliar do policial militar Dilermando do Carmo da Luz, de 54 anos. Ele é condenado pela morte do vigilante Fernando Silva e Silva ocorrida em 2017 em Macapá. A pena é de 12 anos. Sentenciado inicialmente para regime fechado, ele chegou a se apresentar na delegacia em junho e ficou 4 dias no Centro de Custódia do bairro Zerão até que a Justiça decidiu pela pena em regime domiciliar, em julho, por 30 dias. A defesa do PM alegou que Dilermando tem idade avançada e dentro do presídio estava sujeito à contaminação pelo novo coronavírus. Desta vez, o juiz estendeu a prisão domiciliar por mais 3 meses, aceitando novamente o argumento da defesa de que o ex-PM tem saúde frágil, é diabético e faz parte do grupo de risco. Fernando Silva e Silva morreu após discussão com o militar Raimunda Silva/Arquivo Pessoal O cumprimento em regime fechado acontece mais de 1 ano depois da condenação do militar, hoje aposentado, mas que estava na ativa na época do crime. Dilermando confessou o assassinato, que foi registrado por câmeras de segurança. Ele recorria da sentença, mas após trânsito em julgado, foi determinado início do cumprimento da pena. O PM foi sentenciado em 15 de abril de 2019 por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e sem dar chance de defesa para a vítima. Na época, a Justiça negou o pedido para a perda da função de militar. PM Dilermando do Carmo Luz durante julgamento em abril de 2019 Victor Vidigal/G1 Crime O crime aconteceu em 18 de fevereiro de 2017 em frente a um mercantil no bairro Buritizal. Vítima e acusado estavam bebendo, quando uma discussão iniciou e culminou na morte de Fernando. A defesa do PM garantia que ele atirou com a intenção de apenas dispersar o grupo que se amontoava no local. Fernando estava comemorando a conclusão de um curso profissionalizante e a contratação para trabalhar como agente de portaria. Ele era solteiro, não tinha filhos e morava em um apartamento do residencial São José, a duas quadras de onde ele morreu. Reportagem da época mostra vídeo da ação que levou à morte de Fernando O homicídio foi registrado por câmeras de segurança. As imagens mostram Fernando sem camisa, discutindo com o PM, que está de blusa listrada. Depois, o tenente aparece correndo atrás de Fernando. Outra imagem mostra o momento em que Dilermando atira no vigilante, que corria para escapar do policial militar. Um disparo fatal da arma de calibre ponto 40 atingiu a nuca da vítima. Em seguida, o PM vai embora de carro, tranquilamente. Tudo ocorreu na presença de várias pessoas. Na época, a Polícia Militar confirmou que o tenente estava de folga. Testemunhas relataram que o vigilante estava ingerindo bebida alcoólica no estabelecimento comercial e discutiu com o acusado antes de ser morto. O teor da briga, no entanto, não foi revelado. Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá
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