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Estudo mapeia 40 ‘quintais agroflorestais’ no Amapá e busca oportunidades para ribeirinhos

13 Agosto 2020

Áreas com alternativas produtivas foram localizadas na região do Rio Araguari. Ideia é potencializar produção para além da subsistência, gerando emprego. Pesquisadores mapeiam 40 áreas conhecidas como 'Quintais Florestais'
no Araguari, no Amapá Pesquisadores mapearam 40 áreas chamadas de “quintais agroflorestais” em uma região de cerca de 60 quilômetros às margens do Rio Araguari, no interior do Amapá. Nesses locais foram observadas alternativas produtivas colocadas em prática pelos próprios ribeirinhos, com potencial de subsistência e também de venda. O estudo é do Laboratório de Manejo Florestal e Agricultura Familiar, do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap); com patrocínio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap), do governo estadual. Essas áreas estão entre os municípios de Ferreira Gomes e Cutias do Araguari, no Vale do Rio Araguari. Nessa região, geralmente, os moradores sobrevivem da criação de bubalinos ou da pesca artesanal. No entanto, com a instalação de 3 hidrelétricas ao longo do Rio Araguari, muitas vezes essas atividades comerciais ficam comprometidas (como a mortandade de peixes e a baixa do nível do rio). Estudo ao longo do Rio Araguari focou em moradores de Ferreira Gomes e Cutias Abinoan Santiago/Arquivo G1 Por isso, os pesquisadores do Iepa percorreram o rio, ao longo de um ano, para propor alternativas para essas famílias que ficam muitas vezes prejudicadas, principalmente agora nesse período de pandemia da Covid-19. “Nesse intervalo, de cerca de 60 quilômetros pelo rio, foram identificadas 40 propriedades em que foram entrevistados os chefes de família. É buscada essa alternativa que seria a proposição desses quitais agroflorestais”, comentou o mestre em biodiversidade tropical, Francisco de Oliveira, que integra a pesquisa. Esses quintais agroflorestais são pequenos pomares próximos às residenciais, uma modalidade menor de sistemas agroflorestais, e é uma modalidade implantada. Estudo mapeia 40 ‘quintais agroflorestais’ no Amapá e busca oportunidades para ribeirinhos Iepa/Divulgação Os pesquisadores já têm algumas informações sobre esse sistema nessa região: 78% dos entrevistados diz que a mão de obra é familiar, só 22% contrata; 80% gasta só 4 horas diárias para cuidar desses lugares; 95% dos entrevistados diz que se alimenta do que retiram dos quintais eles priorizam espécies como açaizeiro, bananeira, cajueiro, coqueiro, cupuaçuzeiro, goiabeira, citrus e mangueira; 42% diz que usa os quintais também para fins medicinais. “A primeira etapa era justamente identificar se a região possuía potencial. E foi identificado que a região possui, principalmente pela alimentação. Das 114 espécies que foram encontradas, 39 tinham potencial medicinal e outras tinham potencial alimentício. Das 40 propriedades visitadas, 30 possuíam pequenos animais, como galinha, pato, porco, ou bubalinos, que servem de base alimentar e também para venda desse excedente de produção”, comentou Oliveira. As pesquisas continuam. Os resultados mais aprimorados podem servir para subsidiar políticas públicas de estado e também de financiamento privado. Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá
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