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Torre de telefonia a 300 metros do presídio dificulta bloqueio de sinal de celular no Iapen, diz direção

14 Agosto 2020

Estrutura do complexo penitenciário não planejada para segurança máxima também é problema relatado pelo diretor. Além do retorno dos presos da pandemia, direção do Iapen falou sobre bloqueadores Mesmo
com 48 bloqueadores de sinal de celular no entorno e a previsão da instalação de mais 5 até setembro, detentos ainda continuam recebendo e fazendo ligações de dentro das celas do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), na Zona Oeste de Macapá. Entre os motivos que dificultam o bloqueio total das redes de telefonia móvel, está a interferência de uma torre de transmissão instalada a menos de 300 metros do presídio. De acordo com a direção, a estrutura dificulta que 100% da área seja protegida das chamadas clandestinas. Buscando uma solução, a Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp) acionou as operadoras de telefonia com antenas instaladas na torre para que reduzissem a intensidade da transmissão de sinal, mas obteve resposta somente de uma empresa. Instituto de Administração Penitenciária do Amapá Victor Vidigal/G1 O diretor da penitenciária, Lucivaldo Costa, espera que entre os dias 25 e 27 de agosto ocorra uma reunião entre a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e os demais envolvidos para que o problema seja discutido. "Existe uma estimativa que na próxima semana a gente consiga fazer uma videoconferência para debater esse assunto entre a Anatel, Sejusp, Iapen, a empresa responsável pela implantação dos bloqueadores e as operadoras de telefonias celular", afirmou. Costa também fala que o Iapen tem uma estrutura de colônia penal, que teve um crescimento de forma desordenada e sem planejamento para receber bloqueadores de celular. "As penitenciárias do Brasil onde os presos ficam são espaços fechados. Aqui no Amapá, a penitenciária tem uma estrutura muito grande aberta. Isso faz com que irradie sinal de vários lugares. A estrutura foi pensada para uma colônia penal e não segurança máxima", explicou. Ao fundo, torre de transmissão de sinal de telefônico que interfere na segurança do Iapen Victor Vidigal/G1 A perspectiva para o futuro é de que as penitenciárias de segurança máxima atrás do Iapen e no quilômetro 17 da BR-210 tenham estrutura adequada para os dias atuais. "As duas novas penitenciárias: uma que está sendo construída e outra a ser construída em breve, vêm com estrutura adequada para encarceramento tanto de segurança máxima quanto para segurança média. São pensadas para os dias atuais", afirmou Costa. Ainda de acordo com o diretor, a nova penitenciária na Zona Oeste teve o término da obra adiado do 2º semestre desse ano para o início de 2021, devido à redução da mão de obra provocada pela pandemia. Sobre o presídio a ser construído na rodovia federal, Costa diz que a obra se encontra na fase de preparação do processo licitatório. Não existe uma previsão para que a estrutura do local com capacidade para cerca de 400 detentos seja entregue. Lucivaldo Costa, diretor do Iapen Victor Vidigal/G1 Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá
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