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VÍDEO: Mulher filma momento em que policial a aborda antes de agredi-la com soco em Macapá

20 Setembro 2020

Corregedor da PM afirmou que atitude ‘extrapolou os procedimentos’ de abordagem. Policial foi afastado. VÍDEO: Mulher filma momento em que policial a aborda antes de agredi-la em Macapá Assustada
após o marido levar um soco durante abordagem da Polícia Militar (PM) no Amapá, a pedagoga Eliane da Silva, de 39 anos, pegou o próprio celular para filmar a ação. O vídeo registra o momento em que o policial dá voz de prisão à mulher (assista acima). Essa gravação acaba antes de Eliane levar um soco no rosto. Na delegacia, Eliane disse que foi chamada de vagabunda (leia mais abaixo). Outro vídeo que registrou a agressão foi feito pelo filho dela e repercutiu nas redes sociais (assista abaixo) neste domingo (20). A PM informou que um inquérito policial militar e um processo administrativo vão apurar as atitudes do militar, que foi afastado das funções operacionais. Em nota, o governador do Amapá Waldez Góes descreveu que a ação da polícia foi “recheada de atitudes racistas”. Vídeo mostra abordagem violenta da Polícia Militar do Amapá a uma família 'Foi uma tortura', diz pedagoga Após ser agredida com um soco, a mulher foi levada para a delegacia, onde foi liberada após pagar R$ 800 de fiança. “Para mim isso foi uma tortura, mexeu muito com meu psicológico. [...] Eu fui chamada de preta, fui chamada de vagabunda por eles na delegacia. Eu me senti ofendida e para mim foi um preconceito muito grande, porque éramos os únicos negros ali", disse Eliane. "O correto era todo mundo ser ouvido. Por que eu vou pagar fiança por um crime que eu não cometi? Por que o policial me agrediu se eu não ofendi ele e estava apenas fazendo um vídeo?”, completou. Agente foi afastado À Rede Amazônica, o corregedor da PM, coronel Edilelson Batista, declarou que o policial foi afastado, não pode tirar férias e ficará à disposição da corporação para esclarecer o ocorrido. “Ele pode ser responsabilizado desde a prática de agressão física até o descumprimento das normas institucionais no âmbito administrativo. É totalmente reprovável a ação agressiva a qualquer cidadão; ela não é a orientação da instituição. A instituição tem procedimentos operacionais para adotar em uma abordagem. E [ele] extrapolou os procedimentos que são orientados”, destacou Batista. Coronel Edilelson Batista, corregedor da Polícia Militar do Amapá Rede Amazônica/Reprodução Quanto à moradora declarar que foi ofendida pela cor da pele, o corregedor assegurou que isso também será apurado. “Tudo é objeto de investigação. Qualquer atitude adotada por um policial militar, que representa a instituição numa operação, tem que ser regida pela legislação que nós preconizamos hoje. Vai ser apurado o fato. Se ele praticou ato de racismo, vai ser responsabilizado também”, disse. Fotos mostram marcas que ficaram da abordagem Eliane Silva/Arquivo Pessoal Entenda o caso A pedagoga Eliane foi presa na noite de sexta-feira (18) por resistência, desacato e desobediência. Ela nega todas as acusações. Nas imagens gravadas pelo filho dela, um dos militares dá voz de prisão para Eliane, tenta imobilizá-la, leva ela ao chão e dá um soco no rosto. Ela é algemada e levada para a viatura. Além dela, o marido também foi detido pelas mesmas acusações. Ambos são negros e não sabem por que foram abordados. “A abordagem inicial foi me engasgar, me deu rasteira e me ‘murrou’. Eu não tive reação, eu apanhei, só fiz gritar para a população ver o policial me agredindo desnecessariamente. Em nenhum momento houve desacato, em momento algum eu o agredi verbalmente, ele que já veio me agredindo fisicamente”, acrescentou. A mulher teme novas ameaças e retaliações. Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá
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