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Paulo Guedes pede desculpas às domésticas após fala sobre ida à Disney

20 Fevereiro 2020

De acordo com o ministro, a fala foi distorcida | Foto: Divulgação


Em discurso sobre o lançamento do Crédito Imobiliário com taxa fixa da Caixa Econômica Federal,

o ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu desculpas às empregadas domésticas. O pronunciamento foi realizado nesta quinta (20), no Palácio do Planalto. Acompanhado do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e do presidente da República, Jair Bolsonaro, o ministro afirmou que a política econômica é feita para todos os brasileiros.

"Quando fazemos política econômica, pensamos em todos os brasileiros e, particularmente, nos mais humildes. E aquele modelo antigo, com juros lá em cima, transformava os empresários e empreendedores brasileiros em rentistas. Em vez de fazerem investimentos, criarem empregos, rentistas", disse Guedes.

"E justamente também as famílias mais humildes, empregadas domésticas, inclusive, a quem eu peço desculpas, se puder ter ofendido, dizendo que a mãe do meu pai foi uma empregada doméstica".

O pedido de desculpas faz referência à afirmação do ministro no último dia 12, em que Paulo Guedes havia defendido o câmbio alto do dólar e declarado que, em períodos que o real esteve mais valorizado, tinha "empregada doméstica indo para a Disneylândia, uma festa danada".

De acordo com o ministro, esta fala foi distorcida. "Quem tira de contexto o que nós falamos está semeando discórdia", afirmou, sem mencionar diretamente a imprensa. Logo após se desculpar, Guedes questionou qual o problema de fazer referência às domésticas.

"Qual o problema de você fazer uma referência como essa? Mostrando que os preços estão empurrando a população em direção equivocadas. Um Brasil cheio de belezas naturais e as pessoas pensando em não viajar para o nordeste, para as praias do nordeste, porque estava 50% mais caro ir para o nordeste brasileiro do que ir para o exterior", declarou.

O ministro reforçou que o patamar do dólar deve ser mais alto conforme os juros de equilíbrio caem, e que a economia passará a crescer 2% com as reformas.


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