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Sentença de pai acusado de jogar filho no rio sai no final desta tarde

20 Fevereiro 2020

O caso aconteceu em 2015 quando a criança tinha apenas quatro meses | Foto: Márcio Melo

Manaus - A sentença de Josias de Oliveira Alves, acusado de jogar o

filho de quatro meses, Pablo Pietro, no rio Negro, após uma briga com a mãe da criança, Cleudes Maria Batista, em agosto de 2015, deve ser anunciada pelo juiz Celso Souza de Paula no final da tarde desta quinta-feira (20).

A sessão começou às 9h30 de hoje com os debates acontecendo no plenário principal do Fórum Ministro Henoch Reis. A primeira fase dos debates durou até as 12h20, quando foi suspensa para almoço. Na volta foi iniciada a réplica com o promotor de justiça e depois a tréplica com a defesa. Após isso haverá a votação dos jurados, seguida da leitura da sentença.

Josias estava vestido com uma camisa listrada, calça jeans e tênis. O réu permanecia com a mesma postura do dia anterior. Com a cabeça erguida, olhava em direção ao juri. Aparentemente estava calmo e atento às falas da defesa e promotoria.

A defesa demonstra no processo o exame de corpo e delito dos envolvidos na ocorrência. O estrangulamento por corda e agressões confirmadas pela mãe da criança, Cleudes Maria, não foram comprovadas por de exames.

Outro ponto destacado para a absolvição do réu é que, em nenhum momento Cleudes demonstrou luto ou aparentou alguma espécie de trauma. Ela apenas mantém o discurso de acusação contra Josias. O advogado lembrou da frase dita após a morte da criança, "Vida que segue", afirmou.

O estudo de criminologia, pedido pelos delegados na ocasião do crime foi apresentado aos jurados alegando que Josias é altamente influenciável e que, as mentiras ditas por Cleudes durantes os depoimentos demonstram responsabilidade pelo crime.

Josias confessou ter arremessado a criança no rio, mas o laudo apontou que a confissão pode não ser verídica, e que Cleudes deve ser confrontada com evidências técnicas.

Relembre o primeiro dia

No primeiro dia foram ouvidas sete testemunhas, sendo que apenas quatro estavam presentes. Os demais depoimentos foram gravados e reproduzidos no tribunal para o júri, em sessão presidida pelo juiz titular da 1.ª Vara do Tribunal do Júri, Celso Souza de Paula.

O Ministério Público retirou ontem a acusação de agressão de Josias contra Cleudes. Na sessão para depor estavam o taxista que transportou Cleudes Maria, do município de Manacapuru (distante 103 quilômetros), onde morava; o policial Douglas Almeida da Cruz, quem atendeu a ocorrência no dia do fato; o proprietário da embarcação que Josias usou para transportá-los; e a da mãe de criação de Cleide, Rita Maria da Conceição.

A família de Josias diz que ele foi acusado injustamente e pedem justiça
A família de Josias diz que ele foi acusado injustamente e pedem justiça | Foto: Leonardo Mota

O comportamento de Cleudes, a ex-companheira de Josias e mãe da criança foi destaque em depoimentos ouvidos. “Ela batia no Josias. Era agressiva, pedia dinheiro e o xingava constantemente. Ela não parecia estar desesperada por causa da morte do filho”, relatou. Outras testemunhas afirmavam que Cleusa era agressiva e bateu no acusado antes da criança ser jogada no rio.

A sessão foi encerrada pelo depoimento da aposentada Rita Maria da Conceição, mulher que teria ajudado a cuidar de Cleudes desde a infância. A relação entre as duas eram de mãe e filha. Rita também ajudava a cuidar do primeiro filho de Cleudes.

Em depoimento, Rita reconheceu que a mãe de Pablo Pietro fazia o uso de drogas, antes, durante e depois da gravidez. O caso já foi denunciado pela mãe de criação da ex-companheira de Josias para o Conselho Tutelar do município. Ela afirmou também que a filha consumia maconha na presença dos filhos, ambos menores de idade.

No dia do ocorrido ela contou como recebeu o telefonema de Cleudes sobre o fato da criança ter sido jogada na água. No momento em que lembrou do fato, a testemunha chorou e precisou de alguns minutos para voltar a responder às perguntas. “Ela me ligou e disse que o Josias havia jogado a criança no rio e que a criança havia desaparecido na água. Eu não desejo isso a ninguém”, declarou emocionada.

Cleudes foi presa duas vezes após a morte do filho por tráfico de drogas e roubo em loja
Cleudes foi presa duas vezes após a morte do filho por tráfico de drogas e roubo em loja | Foto: Reprodução

A defesa do réu relembrou que Cleudes foi presa por roubo em uma loja, de Manacapuru. A mãe saiu em defesa e disse que ela só fez isso porque estava drogada. Questionada também sobre o cumprimento do pagamento de pensão, Rita Maria afirmou que eles viviam juntos antes do fato acontecimento e que o pai da criança arcava com o pagamento do aluguel e comprava comida para a casa.


Em breve novidade aqui!!!

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