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CPI da Saúde pede exoneração de Daniela Assayag e Simone Papaiz

04 Julho 2020
Imagem: Reprodução

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde aprovou, na manhã desta sexta-feira (3), requerimento que recomenda ao Governo do Estado a exoneração das secretárias de saúde, Simone Papaiz

– presa na última semana pela Polícia Federal durante operação Sangria, e de comunicação, Daniela Assayag, por participação do marido dela em empresa chave no esquema de superfaturamento de respiradores no Amazonas.

“Precisamos prezar pela idoneidade, moralidade, tão necessárias para o exercício de cargos públicos. Não podemos manter no comando de uma pasta tão importante como a saúde, uma secretária presa pela Polícia Federal. Ela já esteve em depoimento nesta CPI e está comprovado que não só aprovou a compra repleta de fraudes, como também atuou para acobertar todo esse processo ilícito”, afirmou o presidente da comissão da CPI, deputado estadual Delegado Péricles (PSL).

Quanto ao pedido de exoneração da secretária de Comunicação, a comissão reforçou que documentos apurados pela investigação da CPI dão base suficiente para reafirmar a posição suspeita e de favorecimento ocupada por ela neste momento de investigação.

“Nós trabalhamos com fatos e os documentos que temos mostram que não são somente suspeitas. Ele era de fato sócio da empresa. Tanto que ele transferiu as cotas para a senhora Luciane. Ele agia como proprietário e teve facilidades para pagamento em tempo recorde, por meio da FJAP. Além disso, ele mantém outro contrato. Sendo assim, não há sustentação que justifique a permanência da esposa dele em cargo de alto escalão e que visivelmente facilita favorecimento no pagamento”, continuou.

Ainda entre os requerimentos aprovados na manhã desta sexta-feira está o que pede a suspensão imediata de pagamentos à empresa Norte Serviços Médicos LTDA., prestadora de serviços de lavanderia ao hospital de campanha Nilton Lins. A decisão foi tomada após comissão apurar que o local indicado como utilizado para a lavagem de roupas é ocupado há dez anos por uma oficina mecânica.

“Está aprovado, por unanimidade entre os membros desta comissão, recomendação que o Governo do Estado pare qualquer pagamento de processo indenizatório dessa empresa. Não é o primeiro que eles foram beneficiados pela gestão pública. Já prestaram os mais diversos serviços, de tão distintas áreas, da jardinagem a prestação de serviços médicos, e sempre é a favorecida. Agora, com essa constatação de lavanderia inexistente afirmada no depoimento do senhor Carlos Henrique Alecrim John, Procurador da Empresa Norte Serviços Médicos Eireli, na última quarta-feira (1). Essa empresa já recebeu R$25 milhões do Estado”, continuou.

Foram aprovados também requerimentos que requer a convocação do médico Ricardo Goés Figueiras (CRM 4020 AM), Conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas (CRM-AM), para prestação de esclarecimento sobre a visita técnica ao Hospital Nilton Lins, realizada no dia 18 de abril de 2020; e do Presidente da Organização Social (OS) Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), para prestar informações sobre serviços desempenhados no Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz.

Depoimento de Carla Pollake é transferido

A Comissão Parlamentar de Inquérito reagendou para a próxima segunda-feira (6) depoimento da senhora Carla Pollake. A transferência foi deferida pela comissão em atendimento ao pedido da defesa da depoente, que alegou tempo exíguo para preparação da testemunha.

“Atendemos ao pedido e demos mais três dias para que ela se prepare. No entanto, indeferimos o pedido de acesso aos autos da CPI. Ela vem à essa comissão como testemunha, por ter sido citada pelo ex-secretário executivo João Paulo Marques com pessoa responsável pela convocação de equipe para a apresentação da atual secretária e, ainda, pelo ex-secretário Rodrigo Tobias, como pessoa que apresentou projeto orçado em milhões implantado pelo governo do estado”, concluiu.

*Com informações da assessoria da ALEAM

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