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Maria Bethânia canta clássicos em show intimista na Concha

08 Dezembro 2019

Maria Bethânia fez show na Concha Acústica, neste domingo (8), e o Campo Grande parou. Enquanto, do lado de fora, o trânsito dava um nó, do lado de dentro uma multidão

se acotovelava na disputa por um bom lugar para assistir à apresentação. E logo nas primeiras músicas a cantora deixou claro porque é tão concorrida.

“Há canções e há momentos/ Eu não sei como explicar/ Em que a voz é um instrumento/ Que eu não posso controlar/ Ela vai ao infinito/ Ela amarra todos nós/ E é um só sentimento/ Na plateia e na voz”. Canções e Momentos, de Milton Nascimento e Fernando Brant, que foi sucesso na voz de Bethânia no DVD Carta de Amor, voltou no show Claros Breus, apresentado neste domingo.

Bethânia fez o público reviver memórias afetivas com os clássicos (Foto: Betto Jr/ CORREIO)

A proposta da artista é que a nova turnê tenha um clima mais intimista. A estreia, por exemplo, aconteceu no Rio de Janeiro em uma casa de shows para 100 pessoas. Para a professora Ana Rosa Ribeiro, 43 anos, a canção define a cantora.

“Ela tem uma voz que envolve todos nós. A gente fica hipnotizada. Adorei o show. As músicas tocam o coração, a alma, e parece que está todo mundo fazendo essa mesma viagem enquanto ela está no palco”, contou.

O público demorou para se acomodar e, enquanto uma mulher gritava da plateia, Bethânia foi certeira: “Posso cantar ou não?”, disse, arrancando gargalhadas. Ela apresentou clássicos como Sampa, sucesso na voz de Caetano Veloso, e Evidências, de Chitãozinho e Xororó. Cantou para Mãe Menininha, saudou Iemanjá, Nossa Senhora da Conceição e citou a vereadora do RJ que foi assassinada no ano passado, Marielle Franco.

No final, o público pediu bis e Bethânia voltou ao palco outras duas vezes, em uma delas com os versos de “Negue seu amor, o seu carinho/ Diga que você já me esqueceu”, também presente no show Carta de Amor, e a Concha Acústica lotada cantou em coro.

O maestro Letieres Leite é quem assina os arranjos e a direção musical do disco Mangueira - A Menina dos Meus Olhos (Biscoito Fino), lançado na sexta-feira (6), assim como do show. Em entrevista ao CORREIO na semana passada, Bethânia disse que o espetáculo mostra um “amor afetivo pelo Brasil do interior, do seu calor, da sua gente, com uma memória saudosa e festiva”.

São quase 30 músicas ao vivo entre inéditas “de compositores queridos” como Adriana Calcanhotto, Chico César e Roque Ferreira, e clássicos de artistas como Gonzaguinha (1945- 1991) e Chico Buarque.

Para o administrador Alex Nascimento, 35, o repertório foi dos melhores. “Só tenho uma coisa para reclamar: ela precisa vir mais à Salvador. Como ela mesmo cantou ‘Nosso caso é uma porta entreaberta’. Não demore, Bethânia”, brincou.

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