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Diggo de Deus: conheça o cantor que abandonou o futebol para viver de música

21 Janeiro 2020

Ele já jogou na divisão de base do Vitória, tocou na banda mirim do Olodum, participou do antigo programa Ídolos e, em carreira solo, fez turnê na Europa, com direito a

show no Brazilian Day de Estocolmo, capital da Suécia. Quem lê esse currículo não imagina que Rodrigo de Deus tem apenas 32 anos. “Sei que parece que eu tenho 50 com tanta história”, diz, aos risos, o artista oriundo do bairro da Saúde, Centro Histórico de Salvador.

O nome de batismo dele nunca chegou a ser muito usado no local: “A galera lá sempre me chamou de Diggo”. Hoje, o novo projeto da carreira de Diggo de Deus é a Clap Bum, banda criada em setembro de 2018 e que já chega no Verão encartando nesta terça-feira (21) seu primeiro CD no CORREIO, com tiragem de 35 mil cópias.

O ritmo do grupo é a arrochadeira, uma mistura do arrocha com o swing do pagode. “A nossa batida é característica desse estilo, mas a gente gosta de liberdade musical. Temos influência do funk e do axé também”, explica Diggo, cuja experiência lhe deu um repertório diversificado para esse novo projeto.

5 estrelas

Foi em 2005 que o artista entrou na banda mirim do Olodum. No início, tentou conciliar a música com o Vitória, onde jogava nas divisões de base desde 1999, mas preteriu os gramados em prol do sonho (e do conforto) de brilhar nos palcos: “No Olodum eu viajava de avião, ficava em hotéis cinco estrelas. Era algo hollywoodiano”.

No Vitória, a estrutura não fornecia ao então adolescente tanto encantamento. “Cheguei a ir duas vezes de ônibus para o Rio Grande do Sul. Foram três dias de viagem. Ficava hospedado em quartel ou escola. Aí, larguei o futebol”, relembra.

Da esquerda para a direito, em pé, Diggo é o segundo garoto. Ele inciou no clube em 1999 e permaneceu até 2005, no time de base (Foto: arquivo pessoal)

Exatamente 15 anos se passaram e, outra vez, o destino colocou Diggo entre o esporte e a música. Hoje, ele está no 5º semestre do curso de bacharelado em Educação Física e mergulhado na Clap Bum: “Não há mais dilema. O curso é uma graduação. É outra área da minha vida, a acadêmica. Desde que saí do Vitória vivo de música e pretendo seguir assim”.

No passado, escolher a música valeu a pena. Em menos de dois anos, Diggo já tinha sido conduzido para a ala de canto do bloco afro. A partir daí, sua carreira deslanchou. “Fiz show na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, toquei com Jota Quest no Farol da Barra, aprendi a fazer Carnaval e a ter presença de palco”, enumera.

Após a Banda Mirim, Diggo de Deus foi promovido à ala de canto do Olodum. A experiência no bloco afro foi definitiva para sua carreira (foto: arquivo pessoal)

Conciliando com o Olodum, o músico também participou do antigo programa Ídolos, em 2008, mas foi eliminado no Top 30. Foi também vocalista da banda Vixe Mainha, após a saída de Gilmelândia.

Quando iniciou sua carreira solo, Diggo chegou a ir quatro vezes para a Europa, nas cidades de Copenhague, Amsterdam e Estocolmo. As viagens foram possíveis graças aos familiares que são cidadãos suecos e fizeram a ponte para que o artista cantasse por lá. “Tocar para um público que não conhece o seu trabalho requer muito do artista. É como apresentar algo pela primeira vez”, relembra.

O artista baiano participou da terceira temporada do Ídolos, em 2008. Ele foi eliminado no TOP 30 do reality. (foto: arquivo pessoal)

Do povão

A Clap Bum surgiu a partir de uma conversa entre Diggo de Deus com Tito Vinícius, ex-diretor musical do Parangolé. “A gente identificou uma sonoridade boa, com apelo popular. Estamos empolgados com o projeto”, explica Tito, atual diretor musical da Clap Bum.

No fim do ano passado, o grupo lançou um EP intitulado A Banda do Povão, slogan que está sendo mantido pelo grupo. Já no primeiro CD da banda, com 10 faixas, o grupo aposta na faixa Bumbalabum, cujo clipe no YouTube já possui mais de 15 mil visualizações. Confira:

*Com supervisão da editora Doris Miranda.


Em breve novidade aqui!!!

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