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Mulher é assassinada com um tiro próximo ao Palco do Rock em Piatã

26 Fevereiro 2020
Foto: Bruno Wendel/CORREIO

Uma mulher foi assassinada na praia de Piatã, a poucos metros do Palco do Rock, na madrugada desta Quarta-feira de Cinzas (26). Ela foi encontrada com um tiro e

até o início desta manhã o corpo estava sem identificação no Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IMLNR). O caso é apurado pela 1ª Delegacia de Homicídios Atlântico (DH/Atlântico). Segundo a Polícia Civil, autoria e motivação são desconhecidas.

O secretário da Segurança Pública da Bahia Maurício Teles Barbosa comentou o crime. “Tivemos um caso ontem em Piatã, que não foi nos circuitos oficiais de Carnaval, mas na praia próxima ao Palco do Rock. Não contabilizamos isso nas estatísticas da festa. Tivemos mais de 11 milhões de pessoas aqui nesses seis dias e não tivemos nenhum caso de homicídio”, declarou ele, durante divulgação do balanço de ocorrências da festa, na manhã desta quarta.

Corpo
O corpo estava na faixa de areia, próximo às pedras e a aproximadamente 50 metros do palco, onde costumeiramente nos dias de Carnaval se apresentam bandas de rock. Era por volta de 1h30 quando as pessoas tomaram conhecimento do corpo e chamaram a polícia. "A última banda já tinha se apresento e o comentário do crime já havia se espalhado", disse um rapaz que estava no evento e que ainda permanecia no local com amigos.

Segundo os frequentadores do evento, a mulher foi identificada pelo apelido de Nêga e seria moradora de Itinga, bairro de Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador (RMS). Apesar disso, a vítima não era conhecida entre os roqueiros.

"A maioria das pessoas aqui são conhecidas e usam preto. Ninguém aqui ouvi falar dela, que estava com uma saia branca e um top rosa. Soubemos do apelido dela por que alguém comentou, só isso", disse uma moça durante desmontagem da barraca de camping.

Apesar de mulher ter sido morta com um tiro, a moça entrevistada pelo CORREIO disse que a vítima apresentava outras lesões no corpo. "O rosto estava irreconhecível. Havia muitos ferimentos, como se alguém tivessem batido uma pedra no rosto dela. Havia também um corte no pescoço, como se tentassem uma degola ", relatou.

Ela disse ainda que um dos policiais civis que atendeu a ocorrência comentou que o crime se tratava de um caso de estupro. "Ele não deu detalhes. Quando perguntamos o que aconteceu, ele respondeu: 'estupro!'. Somente. Mas não chegamos a perceber detalhes por que não deixaram a gente acompanhar os trabalhos da perícia", explicou.

Praia
Quem foi à praia pela manhã ficou surpreso. "Não estava sabendo disso. Não vi ninguém comentando", disse um banhista que caminhava nas pedras a poucos metros onde o corpo foi encontrado. "Estou surpresa. Não ouvi comentários, seque dos barraqueiros que são os primeiros a saberem de tudo", respondeu uma banhista. "Nós ouvimos falar, mas ninguém estava aqui na hora, por isso não temos detalhes", justificou um barraqueiro.


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