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Em desvantagem, Bahia pega o Ceará por título da Copa do Nordeste

04 Agosto 2020

Gol aos 50 minutos do segundo tempo, goleada histórica de 5x0 sobre o Santa Cruz, empate de Raudinei fazendo vibrar a Fonte Nova... A mística que acompanha o Bahia ao longo

da sua história vai precisar se fazer presente nesta terça-feira (4). A partir das 21h30, o tricolor encara o Ceará, no estádio de Pituaçu, no jogo de volta da Copa do Nordeste, e tem uma missão que está longe de ser das mais fáceis.

A derrota por 3x1 no jogo de ida, no mesmo estádio de Pituaçu, força o time de Roger a ter que vencer por três gols de diferença para ser campeão no tempo normal, ou dois gols para levar a decisão para os pênaltis.

Um dos mais experientes do elenco tricolor, o meia Rodriguinho aponta um norte para o time conseguir a façanha e levantar o caneco: mudar a postura.

Diferentemente do jogo de ida, quando teve desempenho abaixo do esperado e ficou travado na marcação do Ceará, agora o Bahia precisa ser criativo e lutar contra o tempo para construir o placar necessário.

“Não há espaço para a dúvida. Temos que estar muito mais confiantes nesse jogo para não errar, não proporcionar ao adversário as chances que a gente deu no último jogo. E concentrados para quando chegar lá na frente, conseguir criar as oportunidades, tentar finalizar com o máximo de precisão possível. Precisamos fazer gols e temos que ter cuidado para não sofrer, e assim que tiver a oportunidade fazer o mais rápido possível para continuar pressionando o adversário”, analisa Rodriguinho.

Em toda a história da Copa do Nordeste, apenas uma vez o time que perdeu o primeiro jogo conseguiu reverter e levantar o título. Foi o América-RN, na decisão contra o Vitória, em 1998. Agora, se conseguir a façanha, além de igualar o feito o Bahia vai também entrar para história.

Time com o maior número de finais disputadas no Nordestão (oito no total), o Esquadrão busca o tetracampeonato para se juntar ao rival Vitória como recordista de títulos no torneio.

Além disso, mantém a possibilidade de voltar a fazer a dobradinha entre regional e estadual, já que também está na final do Campeonato Baiano. O clube não realiza o feito desde 2001, quando conseguiu ser campeão das duas competições.

Na última vez em que o Bahia esteve em situação parecida, o desfecho foi positivo. Em 2015, o Esquadrão levou 3x0 do Vitória da Conquista no primeiro jogo da final do Campeonato Baiano e, assim como hoje, precisava vencer por três gols de diferença para ser campeão. Conseguiu a façanha ao golear o Bode por 6x0 na Fonte Nova e levantou o caneco do estadual daquela temporada.

“Uma coisa interessante que eu escutei do meu irmão, que até arrepia poder falar pra vocês. Logo depois do jogo ele disse assim: Rodrigo, Deus deu a oportunidade da final ser em dois jogos. Se fosse quartas ou semifinal a gente estaria lamentando até hoje essa derrota, que foi dura, doeu na alma, mas Deus nos deu chance de refazer essa história, a gente ter a oportunidade de fazer melhor dessa vez. Temos que levar isso para dentro de campo, essa consciência de que somos capazes, nós podemos e vamos lutar o tempo inteiro para isso”, continuou Rodriguinho.

Do outro lado e com boa vantagem, o Ceará também tenta fazer história. O Vovô tem a chance de ser o primeiro bicampeão desde que a Copa do Nordeste voltou a ser disputado de forma contínua, em 2013. Ergueu o troféu em 2015, contra o Bahia. E, assim como agora, o time chegou invicto à decisão.

Já Guto Ferreira pode igualar a marca de Arturzinho como único treinador a ter dois títulos da competição. Em 2017 Guto venceu pelo Bahia, ao bater o Sport na decisão. Além do América-RN em 1998, Arturzinho foi campeão pelo Vitória em 1997.

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