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Bahia volta a perder do Ceará e fica com vice da Copa do Nordeste

05 Agosto 2020

Quem esperava ver um Bahia diferente no segundo jogo da final da Copa do Nordeste ficou decepcionado na noite desta terça-feira (4). Diante de um Ceará tranquilo, o tricolor voltou a

apresentar futebol improdutivo, foi derrotado por 1x0 em Pituaçu e amargou mais um vice do Nordestão, o quinto na história do clube e o segundo na gestão de Guilherme Bellintani.

O gol que confirmou o bicampeonato cearense foi marcado pelo atacante Cléber, aos 15 minutos do segundo tempo. No jogo de ida, também em Pituaçu, o adversáro havia vencido por 3x1.

Assim como em 2015, quando foi campeão da Copa do Nordeste pela primeira vez sobre o próprio Bahia, o Ceará levantou a ‘Orelhuda’ e mostrou sua superioridade vencendo os dois jogos da final e com campanha invicta. Foram sete vitórias e cinco empates até erguer o troféu.

O título ainda garantiu aos cearenses a vaga direta nas oitavas de final da Copa do Brasil de 2021.

Elenco do Ceará comemora o título da Copa do Nordeste
(Foto: Tiago Caldas/CORREIO)

Bahia travado
Apesar da expectativa da torcida tricolor por mudanças no time, e de Roger ter mexido na equipe que iniciou a partida com a entrada de Rossi na vaga até então ocupada por Clayson no ataque, a alteração não surtiu efeito.

Com a desvantagem no placar e a necessidade de fazer pelo menos dois gols no Ceará para levar a decisão para os pênaltis, o Bahia começou a partida como era esperado, chamando a responsabilidade. O tricolor, no entanto, voltou a apresentar as mesmas dificuldades que teve no primeiro jogo para furar a forte marcação cearense. Tanto que as principais tentativas foram em chutes de fora da área.

O primeiro a arriscar foi Fernandão, em chute de longe que levou Fernando Prass a fazer boa defesa. Na sequência, Gregore e Rodriguinho também experimentaram, mas mandaram para longe.

Aos 22 minutos, um lance polêmico: Rodriguinho cruzou na área e Fernandão mandou de cabeça. A bola bateu no braço de Fabinho e os tricolores ficaram pedindo pênalti. O VAR entrou em ação, só que os árbitros entenderam que o lance foi normal e mandaram o jogo seguir. O Bahia ficou na bronca.

Jogadores do Bahia pediram pênalti, mas árbitro não deu
Foto: Tiago Caldas/CORREIO

O Esquadrão seguiu sem conseguir conectar as jogadas. Com erros de passe no meio-campo, o tricolor passou a alçar bolas na área de forma desordenada e também não teve sucesso no primeiro tempo.

Do outro lado, o Ceará fez um primeiro tempo tranquilo, tentando pressionar a saída de bola do Bahia e controlando o jogo quando tinha a posse. O alvinegro, no entanto, não chegou a levar riscos ao gol de Anderson.

Castigo no fim
Correndo contra o tempo, Roger partiu para o tudo ou nada. Ele voltou do intervalo com Nino na vaga de João Pedro e o atacante Clayson no lugar do zagueiro Lucas Fonseca. Também não adiantou.

Debaixo de forte chuva em Pituaçu, o Bahia voltou a ser o mesmo da primeira etapa: com erros de passe e muita dificuldade para se desvencilhar da marcação adversária e criar jogadas.

O castigo pelo desempenho ruim veio aos 15 minutos. Em jogada pela esquerda, Bruno Pacheco cruzou rasteiro e Cléber, sozinho na pena área, completou para as redes.

O resultado obrigava o tricolor a fazer três gols para garantir a decisão nos pênaltis. Não conseguiu nenhum.

Rodriguinho não conseguiu criar jogadas de perigo a favor do Bahia
(Foto: Tiago Caldas/CORREIO)

Ficha técnica

Bahia: Anderson, João Pedro (Nino Paraíba), Lucas Fonseca (Clayson), Juninho e Juninho Capixaba; Gregore, Flávio e Rodriguinho; Élber, Rossi (Marco Antônio) e Fernandão. Técnico: Roger Machado.

Ceará: Fernando Prass, Samuel Xavier, Klaus, Luiz Otávio e Bruno Pacheco (Alyson); William Oliveira, Fabinho e Vinícius (Rafael Sóbis); Fernando Sobral, Leandro Carvalho (Mateus Gonçalves) e Cléber (Bergson). Técnico: Guto Ferreira.

Estádio: Pituaçu
Gol: Cléber, aos 15 minutos do 2º tempo
Cartão amarelo: Rossi, Fernandão, Rodriguinho, Gregore; Samuel Xavier, Luiz Otávio, Bruno Pacheco e Leandro Carvalho
Árbitro: Caio Max Vieira, auxiliado por Jean Márcio e Flávio Barroca (trio do Rio Grande do Norte).

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