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Imagem de anjo católico colocada há um mês é depredada na Praia de Ipitanga

14 Agosto 2020

Fincada há pouco mais de um mês na região do kartódromo da Praia de Ipitanga, em Lauro de Freitas, uma imagem de São Miguel Arcanjo, conhecido como o guardião do céu,

apareceu destruída na manhã desta sexta-feira (14). Com 2,3 metros de altura, a figura religiosa foi colocada no local para representar o marco inicial da futura construção de uma igreja no terreno, dedicada ao anjo guerreiro.

De acordo com o diácono Gilson Gilberto Santos, que é responsável por esta área pastoral, por volta das 7h30 desta sexta ele recebeu a ligação de uma pessoa da vizinhança, que avisou sobre a depredação da imagem. Ao chegar no local, o diácono encontrou o corpo da estátua caído ao chão e a base de concreto do cruzeiro perfurada, possivelmente com o uso de uma marreta.

“Como o cruzeiro tem a base de concreto, bateram com um ponteiro, mas não conseguiram e penso que desistiram de derrubar o cruzeiro. Para fazer furo em concreto tem que ser uma ferramenta de aço. Já a imagem ficou completamente danificada”, descreve. No local não foi encontrado o objeto que pode ter sido usado no ato.

(Foto: Diaconia de São Miguel/Divulgação)
(Foto: Diaconia de São Miguel/Divulgação)
(Foto: Diaconia de São Miguel/Divulgação)
(Foto: Diaconia de São Miguel/Divulgação)
(Foto: Diaconia de São Miguel/Divulgação)
(Foto: Diaconia de São Miguel/Divulgação)

Ainda segundo o diácono, a imagem é obra de um artista pernambucano chamado Araújo e foi colocada na área em julho, na despedida do bispo Dom Estevam Filho, que partiu de Salvador para assumir a Diocese de Ruy Barbosa, cidade da Chapada Diamantina. Há dois anos, o bispo havia criado a Diaconia de São Miguel, uma área pastoral sob a responsabilidade de diáconos.

A comunidade religiosa sob a orientação destes diáconos vinha se reunindo no local nos sábados pela tarde. Neste sábado (15), inclusive, seria iniciada a tradicional Quaresma de São Miguel, um período de 40 dias de orações em nome do arcanjo.

“Foi uma tristeza muito grande, tanto para mim quanto para as pessoas da comunidade porque a imagem tem um valor para a gente, foi abençoada e colocada lá pelo bispo, então guarda um valor religioso. E só de se ter certeza de que foi algo de intolerância religiosa, faz a coisa ficar ainda mais complicada…A pessoa entrar num terreno com uma ferramenta para destruir uma imagem bonita, uma obra de arte, é uma pena. Vamos fazer a quaresma mesmo tristes pelo que ocorreu, mas o trabalho segue em frente”, lamenta o diácono.

De acordo com a Arquidiocese de Salvador, até então não existe nenhuma paróquia na capital e região metropolitana dedicada ao anjo, mas muitos padres e pessoas o cultuam. Ainda não há previsão de quando a igreja dedicada ao “Chefe da Milícia Celestial” será construída. Um boletim de ocorrência foi registrado na delegacia de Polícia Civil da área.

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