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Metade dos jogos do Vitória na Série B terminou com empate

16 Setembro 2020

Durante mais de um mês, o Vitória enfrentou uma sequência com uma partida, em média, a cada três dias. Mas chegou a hora do Leão ter sua sonhada folga na tabela:

o próximo compromisso só está marcado para o dia 26, às 16h30, contra o Oeste, no Barradão. Assim, a partir desta quarta-feira (16), a equipe terá 10 dias para se dedicar aos treinos, uma janela que rende muito mais tranquilidade.

“A alta sequência de jogos nos faz perder esse tempo de treinamento. Agora vamos ter tempo suficiente para recuperar a equipe”, afirmou o técnico Bruno Pivetti, que prometeu uma preparação com “aquilo que precisa para fazer a equipe evoluir”. E, de fato, evolução será algo necessário para o rubro-negro figurar entre os quatro primeiros da tabela.

Dos 10 jogos que o Vitória fez na Série B, metade resultou em empate. Junto com o Confiança, é o time que mais tem resultados igualados. O último veio, justamente, no 1x1 contra o Juventude, segunda-feira (14), em Caxias do Sul. Neste caso, arrancar um ponto fora de casa com um rival que também disputa uma posição perto do G4 é até um cenário bom. Mas não dá para seguir empatando excessivamente.

Nas outras cinco partidas, o time acumulou duas derrotas, para Confiança e Cruzeiro, ambas fora de casa, e três triunfos, todos no Barradão, sobre Sampaio Corrêa, Paraná e Cuiabá. O aproveitamento geral é de 46,7%, em oitavo lugar.

Olhando a tabela, é possível reparar que todos os quatro primeiros colocados ganharam, pelo menos, cinco vezes. Com um detalhe: três deles jogaram menos que o Vitória. A Chapecoense, que fecha o G4, por exemplo, conseguiu seus cinco triunfos em apenas sete partidas realizadas (aproveitamento de 76,2%). O líder, Paraná, é o único do grupo que fez 10 duelos, assim como o Vitória, mas bateu seus rivais em seis oportunidades (66,7%).

O cenário atual é muito melhor que no ano passado, quando o Leão brigou, durante boa parte da competição, contra o rebaixamento. Após os 10 primeiros jogos, a equipe amargava a 18ª colocação, com somente sete pontos.

Mas em 2015, ano do último acesso, o time tinha, a essa altura do campeonato, 19 pontos, com seis triunfos, um empate e três derrotas - 63,3%. Era o 5º colocado, conseguiu manter o ritmo bom e fechou o ano na 3ª posição, com 66 pontos e um aproveitamento de 57,9%.

Desta forma, para o Leão disputar a Série A já em 2021, será preciso ganhar mais vezes - inclusive, fora de casa. Até porque, em caso de igualdade na pontuação, o primeiro critério de desempate é o número de vitórias.

Reforço no ataque
“Vamos ter alguns reforços que estavam entregues ao departamento médico e que agora vêm reforçar principalmente nosso sistema ofensivo. Esperamos assim sermos mais objetivos nos jogos para podermos agredir mais o adversário para que possamos aumentar o nosso índice de gol”, disse Pivetti, que deve ganhar o atacante Alisson Farias contra o Oeste. Lesionado, ele jogou só nas duas primeiras rodadas.

Apesar da preocupação do treinador, o Vitória está entre os times que mais balançaram a rede alheia. Foram 12 vezes, uma média de 1,2 gol por confronto. É o quarto melhor ataque, empatado com o Náutico e atrás de Ponte Preta, Juventude, com 14 gols cada, e do Paraná, que anotou 13.

A defesa, por outro lado, liga o sinal amarelo. A equipe tem média de um gol sofrido por jogo: foi vazada 10 vezes nas 10 partidas.

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