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Mostra em homenagem à literatura nacional abre no Mercado do Café

10 Dezembro 2019

Coletiva Naïfs Brasileiros. As obras selecionadas na mostra são parte do acervo da fazenda Barthô-Naif, projeto instalado às margens do Rio São Bartolomeu, no Rio de Janeiro. Organizador da mostra e dono das obras, o agrônomo Odécio Visintin Rossafa Garcia tem como objetivo difundir esse tipo de pintura.

A arte naïf é feita por pessoas que não passaram por nenhuma preparação técnica ou escola de artes. Também é caracterizada pelo uso de cores primárias. Conhecido pela simplicidade, esse tipo de pintura tenta retratar uma narrativa com a imagem.

Também é marcante na arte naïf o minimalismo. Garcia afirma que tudo acaba se voltando para o minimalista e que, pela falta de técnica, a obra fica singular. “Então vemos um homem imenso e o outro pequenininho, o guarda-chuva grande, um pássaro enorme e uma pessoa pequenininha. O naïf não tem essa preocupação de criar a partir de um princípio acadêmico”, explica.

Mostra em homenagem à literatura nacional abre no Mercado do Café
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Literatura Brasileira: Uma Visão Naïf – Mostra Literária do Cerrado e Coletiva Naïfs BrasileirosAndre Borges/Esp. Metrópoles

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A mostra fica no café até 31 de janeiroAndre Borges/Esp. Metrópoles

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Ao todo são 40 obras expostasAndre Borges/Esp. Metrópoles

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Um dos destaques da exposição é o espaço com 12 obras de Henry Vitor dedicadas à obra Os Sertões, de Euclides da Cunha

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A organização disponibiliza um panfleto com as informações de cada obraAndre Borges/Esp. Metrópoles

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Todo o primeiro andar foi preenchido com a exposiçãoAndre Borges/Esp. Metrópoles

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A arte naïf faz retratos de cenas do cotidianoAndre Borges/Esp. Metrópoles

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E procura criar uma narrativa para cada arteAndre Borges/Esp. Metrópoles

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Sinhá Moça, de Maria Dezonne P. Fernandes Vania FurlanAndre Borges/Esp. Metrópoles

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O Tempo e o Vento, de Erico VerríssimoAndre Borges/Esp. Metrópoles

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Algumas das obras estão à vendaAndre Borges/Esp. Metrópoles

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Jogo de Capoeira, de Cesar LimaAndre Borges/Esp. Metrópoles

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A organização afirma que escolheu o Mercado do Café pelo relação da bebida com a arte e a históriaAndre Borges/Esp. Metrópoles

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Os artistas naïf também usam telas não convencionais como pratos, portas, restos de construção e outros suportesAndre Borges/Esp. Metrópoles

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Todas as obras são parte do acervo pessoal do agrônomo Odécio Visintin Rossafa GarciaAndre Borges/Esp. Metrópoles

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A mostra também foi exibida na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip)Andre Borges/Esp. Metrópoles

Mais sobre o assunto

Desse movimento surgem as imagens presentes na mostra: quadros pintados em homenagem a cenas do cotidiano rural e a clássicos da literatura brasileira, como Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto. Outro livro importante lembrado na mostra, exibida na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), foi Os Sertões, de Euclides da Cunha. Um dos destaques da exposição é o espaço com 12 obras de Henry Vitor dedicadas à obra de Cunha.

Quem pratica esse tipo de pintura também tende a usar materiais não convencionais, como portas e outros restos de construção. Isso exige um pouco mais de atenção e cuidado com as obras, mais frágeis do que telas tradicionais.

Garcia afirma que a mostra tem, entre os seus objetivos, aproximar as pessoas. “É uma forma de ligar o campo com a cidade. Queremos chamar as pessoas para ir à fazenda Barthô para fazer oficinas, por exemplo. Teremos um pintor para ministrar aulas, então tudo isso é um processo de movimento daqui para lá”, explica.

O organizador ainda deixa claro que, além de juntar os dois polos do país, a mostra pretende difundir essa modalidade de arte: “E ao mesmo tempo que unimos o campo e a cidade, queremos divulgar a arte naïf. Ela ainda é pouco conhecida e recente no Brasil, mas na França, por exemplo, já existe desde o século passado. Também é comum na Croácia e no Haiti, onde tem muita força”, comenta o agrônomo.

O entusiasta da arte ainda faz um paralelo da falta de conhecimento artístico com o momento vivido pelo brasileiro no conturbado 2019. “Nos últimos anos houve um esforço deliberado para sucatear (a arte). Isso acontece quando você retira o dinheiro do cinema, de festival de cinema, dos projetos culturais, boicota a Lei Rouanet e outros mecanismos. Também é visível quando censuram filmes que têm diversidade, minorias, quando não falam sobre feminicídio. Um boicote ao processo cultural”, lamenta.

Literatura Brasileira: Uma Visão Naïf – Mostra literária do Cerrado e Coletiva Naïfs Brasileiros
Até 31 de janeiro. No Mercado do Café (509 Sul). Para saber mais sobre o museu e a exposição, entrar em contato com Odécio Visintin Rossafa Garcia pelo telefone 61 99661-1935 ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

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