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Entrevista com o Brigadeiro Atila Maia “Chegamos a um ponto crítico da nossa história, em que não é mais possível a permanência dos velhos sistemas e hábitos políticos”

19 Mai 2020
Brigadeiro Atila quando foi o Chefe da Representação do Brasil na Junta Interamericana de Defesa em Washington-DC

1-Prezado Brigadeiro Átila Maia, em tempos políticos tão difíceis, o senhor surge com novas

ideias e propostas, por gentileza explique para nossos eleitores sobre a sua intenção em se candidatar à Presidência da República.

Como disse Rui Barbosa, ”Detanto ver triunfar as nulidades”… Há décadas o Brasil vem sendo dirigidopor pessoas totalmente despreparadas, sem qualificação e incapazes para fazergestão pública. Ao olhar para o futuro, verifica-se que as possibilidades decandidatos seguem a mesma linha.

Chegamos a um ponto crítico da nossa história, em que não é maispossível a permanência dos velhos sistemas e hábitos políticos. Uma nova rota énecessária, não podemos parar. É hora de joeirar. Para nos adequar às mudanças,devemos estabilizar na alta velocidade do voo, conforme ele se apresenta, produzindo este fenômeno técnico e telúrico decontração do mundo.

A tecnologia moderna é muito superior àquela do passado. Assim, nasuperfície, paradoxalmente, o Brasil se move muito mais rápido – na velocidadeda luz, quanto mais cresce a rapidez, mais decresce a liberdade. A incapacidade de percepção dessa velocidade não éuma libertação da sujeição geopolítica, e sim o extermínio do espaço como campode liberdade de ação política.

Essa perda de espaço implica em governarapenas o tempo. Logo,essa condição se reproduz no atual processo eleitoral, já marcado pelaausência de nomes com perfis diferentes. Haverá, portanto, uma ruptura com avelha prática, para que, dessa decomposição, germinem as novas lideranças.

Sobre as ruínas do passado nefasto, surgirá nova classe dedirigentes que, para executar a governança, se valerádo primeiro e do último poder – o da antecipação, para não mais permitir o sacrifício da população. A desesperança,a dor, as incertezas e o medo darão lugar a um tempo de crescimento, deprogresso, de realizações e de serenidade em todos os níveis.

Aatividade que precede a execução de qualquer tarefa é o preparo. Assim, com o olho no retrovisor, após 45anos de preparo e experiência, hoje seicomo foi importante esse aprendizado, pois, por meio dele, conheci as maioresvirtudes e impurezas da vida na caserna, nas hostes políticas, na iniciativaprivada e nas organizações internacionais sem, no entanto, me contaminar com asfraquezas humanas. Sem envolvimentos com esquemas de corrupção ou rachadinha esendo, portanto, ficha limpa, resolvi colocar meu nome à disposição doPartido Trabalhista Brasileiro – PTB, para a corrida presidencial de 2022.

2-Qual a leitura que o senhor faz da situação atual no Brasil e quais as mudanças que o senhor acredita que devem ser adotadas para uma melhora geral?

Os dias nesta bruma cinzenta, em que vivemos noBrasil, traduzem a lastimável situação que a política, de baixíssima qualidade,nos levou. Um momento muito difícil, pois parece não existir vida além dosextremos à direita e à esquerda. Quem não se declarar bolsomínion épetista! Um verdadeiro apartheid à brasileira, fomentado por néscios depersonalidades egóicas, que vêm ensejando a população a uma guerra fratricida.O momento requer serenidade.

Além disso, basicamente duas circunstâncias me chamam a atenção: a primeira é a total faltade liderança nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, pois seus respectivos chefes enquanto brincam de liderar, brigamentre si; e a segunda, outro erro que seperpetua ao longo da história, é a de fazer gestão legislando. Entendo que aatuação de cada gestor deve estar limitada à sua função institucional.

Respondendo objetivamente, cada um de nós,eleitor, precisa aprimorar, depurar e melhorar os nossos critérios de escolha,como já o fazemos quando selecionamos qualquer outro profissional. Por que nãopara escolhermos o Presidente da República?

Esta simples atitude já possibilitaria a posse nocargo de alguém com alguns atributos de liderança. No mais, basta ao gestorescolhido colocar cada um em seus devidos lugares: um executa, o outro legislae o terceiro julga. Tudo pode ser harmonizado com diálogos que produzirão, comofruto, um pacto de gestão entre os Três Poderes, em benefício do Povo.

3-Como o senhor avalia o papel da imprensa na democracia brasileira?

Com direitos constitucionais garantidos, aimprensa é considerada por muitos estudiosos o quarto poder. Seu papel é informar à população sobre os acontecimentos de interessepúblico. É se colocar a serviço da edificação moral e não apenas da sensaçãoque nivela os homens pelo inferior, que conduz e domina a opinião pública, queamputa os valores individuais e a dignidade pessoal.

É fato, a grande influência que a imprensa exercesobre as pessoas. Entretanto, algumas das suas organizações, em muitosmomentos, vê-se extrapolada sua função de bem informar, de maneira isenta,especialmente, quando se presta a divulgar notícias falsas, produzidas eveiculadas com o único objetivo de confundir e enganar a população.

Para garantir liberdade total e cobrarresponsabilidade, vamos criar um sistema de monitoramento por entidadesmistas integradas pelos veículos de comunicação e representantes da sociedadecivil e do governo federal, para que o consumidor seja conquistado pelaqualidade do produto divulgado, pelo respectivo valor, e não pela propagandaenganosa.

Além disso, pretendo introduzir política commecanismos a despertar a conscientização à população, que envolva tanto aimprensa quanto o Poder Público, mediante a educação dos cidadãos, em bases deprofundo respeito pelasdiferenças e pela sua identidade, bem como deestimular o espírito crítico que lhe é inerente.

Identificamos, também, a necessidade de mecanismos de defesa contra problemas decorrentes da comunicação digital, com vistas à identificação e à responsabilização a perfis disseminadores de informações inverídicas. Só assim será possível assegurar o pleno exercício da democracia no Brasil.

4-Por gentileza use este espaço para expor suas ideias e planos.

A definição de quem será candidato à Presidência da Repúblicaacontece por ocasião das convenções partidárias, que só ocorrem 45 dias antesdo dia das eleições. É um tempo exíguo para fazer campanha e elaborar um planode governo. Nenhum candidato consegue, em tão pouco tempo, elaborar programa degestão e fazer campanha nesse curto período. Para que o eleitor tenha opção deescolha, meu plano de gestão foi iniciado em 12 de dezembro de 2019 e estaráconcluído até junho de 2022.

Ao divulgar minhas cartas-compromisso, temos dois propósitos: oprimeiro é identificar as metas e traçar um caminho; o segundo é inseri-las aomeu Plano de Gestão, que vem sendo construído por muitas mãos, com base nascarências levantadas e colhidas junto à população nos mais longínquos rincõesdo Brasil. Sem compromisso, jamais poderemos empreender grandes mudanças; semmetas, caminharemos às cegas.

Logo, uma vez que este Programa de Gestão tenha sido chancelado pelo sufrágio universal, em 2022, não há mais o que se discutir, basta implementar aquilo que foi desenvolvido e planejado, a partir dos anseios da população.

Biografia do entrevistado, Brigadeiro Atila Maia:

Ainda muito jovem teve em seu pai o primeiro personal trainer da sua vida. Este o colocava frequentementesentado em uma cadeira e o orientava a pensar. Dessa forma, desenvolveuhabilidades para pensar em assuntos abstratos, fato que muito contribuiu na suaformação científica e profissional, desde seu ingresso na Academia da ForçaAérea Brasileira em 1975. Como piloto militar, atuou na aviação de caça e dereconhecimento.

Em 1988, iniciou as atividades na Aviação Civil, mantendo-se ativo nosistema por mais de vinte anos, tendo inclusive realizado o curso de DireitoAeronáutico e chefiado o Destacamento Regional de Aviação Civil de Curitiba –PR. Proferiu palestras, escreveu monografias e artigos, participou e organizoucongressos e seminários internacionais sobre aviação civil, em diferenteslugares no mundo e, ainda, realizou centenas de voos de verificação nosestados: BA, DF, GO, PE, PR, SC e SP.

Além disso, em 1989, trabalhou como Assessor Parlamentar, representandoa Base Aérea de Florianópolis, junto à Assembléia Legislativa do Estado deSanta Catarina. Na sequência, colaborou em várias campanhas eleitorais, desdeas de presidente da República até as de vereadores, em quase todas as unidadesda Federação, com o objetivo de conhecer, de forma aprofundada, o processoeleitoral.

Ainda em 1989 foi transferido para uma Unidade Aérea, onde chefiou aManutenção e foi o Oficial de Operações do Esquadrão, responsável pela operaçãodas aeronaves bandeirante e learjet,até meados de 1992. Como piloto totalizou mais de 6.000 horas de voo, no postode comando, em mais de uma dezena de diferentes aeronaves.

Onze anos depois de sua primeira experiência no parlamento estadual,chegou ao Congresso Nacional, como Assessor Parlamentar do Comando daAeronáutica. Por ocasião destaoportunidade, conheceu todo o processo legislativo e os bastidores datramitação dos projetos de lei tanto na Câmara quanto no Senado Federal.

Em 2003, fez o Curso de Altos Estudos dePolítica e Estratégia, da Escola Superior de Guerra, onde apresentou umamonografia sobre Política, que serviu de referência para vários outrostrabalhos de estudantes de doutorado, mestrado e de pós-graduação nas escolasmilitares, no Ministério das Relações Exteriores e na UNB.

Ao retornar para Brasília, em 2004, foi Assessor Especial doMinistro-Chefe da Secretaria de Coordenação Política da Presidência daRepública.Concluindo, assim, todo o circuito de tramitação dos projetos de leino Brasil. Em seguida, retornou à Força para chefiar a Assessoria Parlamentarda Aeronáutica, por três anos.

Por fim, nos últimos dois anos, na vida militar, como Oficial General,atuou na política internacional, interagindo com 31 representantes dosEstados-Membros da Junta Interamericana de Defesa, sendo o Chefe da RBJID– Representação do Brasil na JID e,ainda,atuou como Assessor da Missão Permanente do Brasil junto à OEA –Organização dos Estados Americanos, em Washington-DC.

Em 2012, assumiu o cargo de Secretário-Executivo (vice-ministro) doMinistério da Pesca e Aquicultura – MPA, ocasião em que contribuiu para o bomdesempenho daquele importante segmento produtivo e, ainda, várias vezes assumiua Pasta, substituindo o titular do cargo.

Com o olho no retrovisor, hoje sabe como foi importante esseaprendizado, pois, por meio dele, conheceu as maiores virtudes e impurezas davida na caserna, nas hostes políticas, na iniciativa privada e nas organizaçõesinternacionais sem, no entanto, se contaminar com as fraquezas humanas.

Preocupado em deixar sua contribuição para a humanidade publicou, emjunho de 2015, sua primeira obra literária – Enfrentar: A única possibilidade,pela Thesaurus Editora, que tem por objetivo maior contribuirpara a superaçãodos grandes problemas que afligem os seres humanos.

Em 2017 assumiu a função de Assessor Especial do Presidente da Comissãode Minas e Energia na Câmara dos Deputados. Nessa ocasião a CME apresentou seumelhor desempenho no que se refere à apreciação de matérias do setor energéticoe de mineração.

Disputou a eleição de 2018 no Distrito Federal, para o cargo de Senadore obteve a expressiva votação de 135.573 votos, com a despesa de apenas R$3.500,00 (três mil e quinhentos reais), pelo Partido Renovador TrabalhistaBrasileiro – PRTB. Hoje está filiado ao Partido Trabalhista Brasileiro-PTB.

Hoje, após 45 anos de preparo ininterrupto, considera-se pronto paraassumir o desafio de ocupar posições de relevância na gestão pública no GovernoFederal, como a Presidência da República e, assim, apresenta-se confiante deque não lhe faltará apoio para o exercício desse novo desafio que surge na suavida.

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