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Espírito Santo é o 2º estado mais afetado por manchas de óleo

29 Novembro 2019
29 de novembro de 2019
- Thais Rossi

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A mancha de óleo que atinge as praias brasileiras chegou, até o momento, a cem locais do Espírito Santo. O estado é o segundo mais afetado, ficando atrás apenas da Bahia (300).

É o que informa o último boletim do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), atualizado na quinta-feira (28).

De acordo com o boletim, 803 locais, em 11 estados do Nordeste e Sudeste, já foram atingidos pelo óleo desde agosto, quando os primeiros vestígios foram identificados.

Apesar dos números, o governo federal informou, nesta sexta-feira (29), que o óleo está chegando em quantidades menores na costa brasileira e que o avanço está controlado.

Com isso, no final de dezembro haverá desmobilização da frota nacional da Marinha Brasileira. Ela retornará ao Rio de Janeiro a partir do dia 20. A partir dai, as funções de manutenção e controle serão conduzidas por equipes locais.

O coordenador operacional do grupo de monitoramento da crise ambiental, almirante Marcelo Francisco Campos, disse que a maior parte das praias atingidas está limpa e a quantidade de combustível é cada vez menor no litoral brasileiro. Mesmo assim, o contingente nacional estará de prontidão caso seja necessário realizar um novo recolhimento de óleo.

“A situação no país está controlada. O nosso grupo está atuando para mitigar os efeitos danosos desse óleo em nossas praias. Mas ainda existem focos que podem exigir atenção nessa fase”, disse.

 Apesar da diminuição da chegada de combustível nas praias brasileiras, ainda há o risco de uma parcela do material estar armazenada em bolsões marinhos, com chance de vazamento.

“Hoje, em termos de coleta, não temos nenhuma praia com resíduos desse petróleo. Sempre que eles tocam a praia, são recolhidos pela nossa equipe”, disse o almirante.

O governo federal já identificou que o produto vazado é oriundo de três campos venezuelanos, mas a responsabilidade pelo desastre ambiental ainda não foi totalmente esclarecida.

No início do mês, a Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão em endereços de empresas ligadas à proprietária do navio grego Bouboulina, principal suspeito de ser o marco zero do vazamento.

“A Marinha Brasileira considera todas as hipóteses, e ele [o navio grego] é uma das hipóteses. Vamos chegar [a uma solução], com certeza. É uma questão de tempo e a investigação tem um tempo próprio”, disse o almirante..

Pelo menos 106 animais morreram, segundo registros oficiais. Do total, duas pardelas (aves migratórias) foram encontradas mortas em Itanhaém, no litoral de São Paulo, nos dias 10 e 21 de outubro. A morte dos animais só foi divulgada nesta quinta, mais de um mês após as ocorrências.

COM INFORMAÇÕES DE GUSTAVO URIBE E MATHEUS MOREIRA

BRASÍLIA, DF, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)


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