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Capixaba será embaixadora do Brasil no Art Naif Festiwal

14 Janeiro 2020
14 de janeiro de 2020
- Redação Multimídia ESHOJE

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O Brasil será o país homenageado na XIII Art Naif Festiwal, que vai acontecer em junho, na Polônia. E a capixaba Angela Gomes será a embaixadora do país na mostra internacional. Na mala, ela levará referências culturais capixabas para apresentar no evento, que recebe visitantes de todo o mundo.

Radiante com o convite para ser a embaixadora do evento, Angela Gomes diz ter uma forte ligação com o Art Naif Festiwal.

“Foi lá que conquistei, em 2018, um título inédito para a América Latina, ao ter meus trabalhos eleitos pelo juri popular como os melhores entre 1.500 telas de 362 artistas de várias partes do mundo”, declara.

Natural de Cachoeiro de Itapemirim, Angela Gomes é a maior referência Naif do Espírito Santo e tem levado o nome do Estado para vários países, já que é presença frequente em exposições individuais e coletivas ao redor do mundo. Só no ano passado esteve na Argentina, Polônia, Chile e Peru. A artista já soma em seu curriculum a presença em 50 mostras internacionais.

O termo Arte Naïf foi utilizado pela primeira vez no final do século XIX, para identificar a obra de Henri Rousseau, pintor autodidata admirado pela vanguarda artística dessa época, que incluía gênios como Picasso, Matisse e Paul Gauguin, entre outros. Com esta gênese, a Arte Naïf começou a afirmar-se como uma corrente que aborda os contextos artísticos de modo espontâneo e com plena liberdade estética e de expressão e os seus seguidores definem-na hoje como “a arte livre de convenções”.

A Arte Naïf é concebida e produzida por artistas sem preparação acadêmica específica e sem a “obrigação” de terem de utilizar técnicas elaboradas e abordagens temáticas e cromáticas convencionais nos trabalhos que executam. O estilo não se enquadra também na designação de arte popular, diferindo dela na medida em que se trata de um trabalho de criação individual que apresenta peças artísticas únicas e originais.

Caracteriza-se em termos gerais por uma aparente simplicidade e pela liberdade que o autor tem para relacionar ou desagregar, a seu belo prazer, determinados elementos considerados formais; a inexistência de perspectiva, a desregulação da composição, a irrealidade dos fatos ou a aplicação de paletas de cores chocantes. A arte Naïf exprime ainda, de um modo geral, alegria, felicidade, espontaneidade e imaginários complexos.

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